O 5º Encontro do Sistema Estadual de Cultura (SIEC) teve início nesta quinta-feira (26) em Fortaleza, com ampla adesão, reunindo prefeitos, prefeitas, parlamentares, gestores estaduais e técnicos de secretarias de cultura de 181 municípios. O primeiro dia de atividades foi marcado por importantes debates focados na implementação, efetivação e qualificação dos Sistemas Municipais de Cultura.
A abertura do evento contou com a presença da secretária dos Direitos Humanos do Ceará, Socorro França, dos parlamentares estaduais, Larissa Gaspar e Guilherme Sampaio, da secretária da Cultural de Jaguaretama, e representante do DiCultura, Bárbara Rodrigues, da representante do Escritório Regional do Minc, Andrea Vasconcelos, do Secretário de Formação, Livro e Leitura do Minc, Fabiano Piúba, além da secretária de Planejamento e Gestão Interna da Secult, Gecíola Fonseca, do secretário Executivo da Secult, Rafael Felismino, e da secretária da Cultura do Ceará, Luisa Cela.
“A cada edição desse encontro, fortalecemos a nossa capacidade de articulação com os municípios cearenses. É um excelente fórum para nos reunirmos, atualizarmos nosso programa e celebrarmos os 60 anos da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, porque nós fizemos questão de celebrar esse marco no dia do Encontro do Sistema Estadual para que todos os municípios pudessem saudar e estar junto dessa aliança. Acreditamos e defendemos que a política pública de Cultura é feita de forma participativa, dialogando com as instituições culturais, com os agentes culturais e com a população”, afirmou Luisa Cela.
Para Raimundo Moreira, vice-presidente do Conselho Estadual de Política Cultural do Ceará (CEPC), o Encontro demarca a relevância da participação social. “É dizer para todos os municípios aqui presentes. Nós teremos uma política cultural consistente e forte, quando de fato, tivermos um conselho participativo e incisivo nas suas relações com os municipios. Queremos instigar todos os Conselhos a se fazerem presentes nessa discussão tão importante que é o papel da sociedade civil”, compartilhou.
Balanço e Perspectivas do PRO-SIEC
Um dos pontos altos do primeiro dia do Encontro foi a apresentação detalhada dos Resultados e Impactos do Programa de Fortalecimento Estadual de Cultura (PRO-SIEC). A secretária da Cultura, Luisa Cela, e o coordenador de Articulação Regional e Participação da Secult, Fábio Santiago, conduziram a explanação. O técnico cultural, Isaac Apolônio, mediou o diálogo sobre os mecanismos para o desenvolvimento cultural local: acesso a recursos, fomento à participação social, estratégias de formação e a promoção da cidadania cultural.
Regulamentação da Comissão Intergestores Bipartite (CIB)
A segunda mesa temática contou com a apresentação da Cartilha e do Regulamento da Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Vitor Studart, assessor jurídico da Secult, foi o responsável por detalhar o documento, visando simplificar o entendimento sobre as atribuições da CIB. O objetivo central foi explicar o processo de escolha que resultará na instituição oficial da primeira CIB do Ceará, um passo fundamental para a gestão compartilhada das políticas culturais no estado.
Escolha da Comissão Intergestores Bipartite (CIB)
O turno da tarde contou com a escolha da Comissão de Intergestores Bipartite (CIB) e com a apresentação por grupos sobre a legislação que envolve as responsabilidades da Comissão. De acordo com a secretária da Cultura, Luisa Cela, esta é a 5a comissão composta no país que, assim como as comissões já existentes em sistemas como o de Saúde, irá compor um fórum permanente de decisões e negociações, com o objetivo de descentralizar, gerenciar e implementar políticas públicas de cultura em todo o estado.
Conheça os integrantes da CIB escolhida durante o 5º Encontro do SIEC:
Titulares: Francisca Mariane – Jaguaribara (Vale do Jaguaribe)
Guilherme Guedes Macedo – Quixelô (Centro-Sul)
Suplentes: Davi – General Sampaio (Litoral Oeste e Vale do Curu)
Tarciana Serafim – Catunda (Sertão de Crateús)
Titulares: Fernando Roitman – São Benedito (Serra da Ibiapaba)
Leandro Florentino – Acopiara (Centro-Sul)
Suplentes: Maria Genytacia Pinheiro – Pedra Branca (Sertão Central)
Margarida Lima de Moura Nascimento – Redenção (Maciço de Baturité)
Luis Neto – Morada Nova (Vale do Jaguaribe)
Tales Walker – Acaraú (Litoral Norte)
Titular: Adelaide Maria Braga da Silva Prata – Maranguape (Região Metropolitana)
Suplente: Fábio Pires da Costa – Itapipoca (Vale do Curu)
Construção coletiva
Luisa Cela destacou e agradeceu o trabalho dos articuladores e articuladoras da Cultura que atuam no estado. “São nossos braços, nossas pernas, nossos olhos, nossos ouvidos e nosso coração nas regiões do Ceará. Nessa proximidade, tanto com gestores, mas também com os agentes culturais, as instituições, as escolas de cultura, os pontos de cultura, os espaços independentes e os festivais”, observou.
“Queria parabenizar a nossa secretária de Cultura, Luísa Cela, por tudo que tem feito pelo Estado do Ceará, mostrando que a Cultura é muito mais do que a nossa memória, a nossa história, os nossos costumes, nossos saberes, nossas tradições, a Cultura é desenvolvimento, inclusão e transformação. É economia que pulsa e que dá muito retorno”, apontou a Deputada Estadual, Larissa Gaspar.
“Trabalhadores e trabalhadoras da Cultura, acho que esse é o primeiro sentido desse encontro, a consolidação desse objetivo da gestão da política cultural do Estado do Ceará que é o nosso Sistema Estadual de Cultura. Mas é importante lembrar que essa consolidação, ela é fruto de decisões políticas do nosso povo, traduzida em decisões políticas dos governos que se sucederam no Ceará”, afirmou o Deputado Estadual, Guilherme Sampaio.
“Essa constelação de gestores e gestoras de todas as regiões do Ceará, de praticamente todos os municípios, formam um time que estará junto e tem estado junto para fazer com que a cultura do Ceará se fortaleça cada vez mais e seja considerada base para o nosso desenvolvimento. A Cultura é fundamental para o desenvolvimento de um povo, de um País, de um estado e de um município. É base fundamental da democracia”, concluiu Luisa Cela.
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A Prefeitura Municipal de Cedro informa à população e aos interessados que abrirá, no próximo dia 31 de março, processo de licitação para a contratação de empresa especializada na execução da reforma da Biblioteca Municipal.
A iniciativa tem como objetivo promover melhorias na estrutura do espaço, proporcionando mais conforto, acessibilidade e qualidade para os usuários, além de incentivar a leitura e o desenvolvimento cultural no município.
As empresas interessadas poderão acompanhar os detalhes do edital e participar do processo conforme as normas estabelecidas. Mais informações estão disponíveis nos canais oficiais da Prefeitura.
Valor estimado: R$ 239.115,17 (duzentos e trinta e nove mil, cento e quinze REAIS e dezessete centavos)
LINK DE ACESSO: https://cedro.ce.gov.br/licitacaolista.php?id=828
FONTE: Prefeitura Municipal de Cedro
A festa do antirracismo no Ceará tem contornos ampliados em 2026. Para celebrar a Data Magna do Estado, em 25 de março, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, promove o show “Ceará Negro”, com as cantoras Adna Oliveira, Di Ferreira e Mallu Viturino, às 19h30, no Espaço Rogaciano Leite Filho. A apresentação marca o lançamento da segunda edição ampliada do livro “Ceará Negro e outros temas de África”, do escritor Flávio Paiva (Omni, 2026, 488 p.).
Produzido e dirigido pelo músico Cláudio Mendes, o espetáculo conta com três cantoras afrobrasileiras, de três gerações diferentes, todas com inserção de destaque na cena musical cearense. Para Flávio Paiva essa formação dá o tom exato do sentido do projeto Ceará Negro. “São três cantoras que admiro pela qualidade artística, pela força como mulher e pela sensibilidade humana. Sem contar com a produção do Cláudio Mendes que, além de um parceiro talentoso, é um músico excepcional. Essa convergência gera uma energia musical, poética e cidadã muito calorosa”, ressalta.
Assim como em 2025, quando a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) abriu as portas do Campus da Liberdade, em Redenção, para o lançamento com a apresentação do grupo Vozes D´África, projeto da própria universidade, o lugar do show em 2026 é também simbólico. O espetáculo acontece no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, que no próprio nome homenageia o líder abolicionista cearense Chico da Matilde.
Na segunda edição ampliada de “Ceará Negro e outros temas de África”, Flávio Paiva demonstra a intensificação do seu interesse por temas do continente africano em 65 artigos, produzidos nos últimos 25 anos, todos comentados por estudantes da Unilab. A capa da edição traz uma nova foto de Yuri Chimanga, também universário da Unilab e autor da foto do primeiro “Ceará Negro”, lançado em 2025. O tema da imagem é o mesmo, um xequerê (abê ou também agbê), instrumento de percussão de origem africana, confeccionado com cabaça seca e envolvido por malha de contas coloridas, muito utilizado na música afrobrasileira.
A movimentação gerada desde o lançamento da primeira edição, desencadeando novos diálogos em distintos lugares da Terra da Luz (criação da lei estadual nº 19.291/2025, que inclui no calendário oficial do Ceará a Semana Alusiva à Data Magna e à Igualdade Racial; nominação de selo educativo do IFCE, debates e lançamentos, entre outras ações), instigou o autor. “Com tamanha cumplicidade de quem acredita que a luta antirracista e pela igualdade racial passa pela propagação de impressões sobre África que sejam desassociadas da imagem estereotipada construída sobre o continente por colonizadores e neocolonizadores, senti-me impelido a fazer esta segunda edição ampliada”, explica.
Esse conceito de liga cultural é destacado pelo historiador Rosenverck Estrela Santos, professor da Licenciatura e do Programa de Pós-Graduação em Estudos Africanos e Afro-brasileiros, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Autor do prefácio à segunda edição, ele afirma que o “Ceará Negro e outros temas de África” é, sobretudo, “um livro sobre conexões”: “África, Brasil e Ceará aparecem como territórios historicamente ligados por rotas, corpos, culturas, resistências e criações”.
No prefácio à primeira edição, o reitor da Unilab, Roque Albuquerque, realça que “Mais do que brindar leitoras e leitores com perspectivas dirigidas ao potencial africano entre as sociedades mundiais, o autor propõe uma reavaliação crítica das narrativas dominantes, destacando a necessidade de se reconhecer e valorizar cada vez mais as contribuições dos afrodescendentes no Ceará e no Brasil como um todo”.
Já o posfácio tem assinatura da professora Adriana Guimarães, diretora-geral do Campus Fortaleza do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará (IFCE). No texto, ela chama atenção para a ideia de “Festa na Terra da Luz”, reforçando a proposta da música-tema “Ceará Negro” e a defesa do autor: “Flávio Paiva propõe um resgate do sentido da expressão ‘Terra da Luz’, cunhada pelo abolicionista José do Patrocínio (1854–1905) em decorrência da pioneira libertação, quando esse conceito tão potente e belo está reduzido à publicidade de venda de praias ensolaradas”.
A segunda edição do livro “Ceará Negro e outros temas de África” será a primeira obra do Selo Editorial e Audiovisual SACI (Articulação, Inovação, Cultura e Integração), iniciativa do IFCE Fortaleza, que será lançado em 2026.
Como é comum na obra de Flávio Paiva, “Ceará Negro e outros temas de África” também combina literatura e música. Para esta nova edição, a conexão dialógica com o continente africano proposta no livro ganha novo reforço com a gravação da música-tema “Ceará Negro” (Paulo Lepetit / Flávio Paiva) pela cantora Fattú Djakité, da Guiné-Bissau.
Com a potente e dançante interpretação de Fattú, a nova versão da música já está disponibilizada no Spotify e demais plataformas de streaming de música. E tem novidade na letra: a cantora deu um toque especial à composição com a tradução para o crioulo da seguinte estrofe:
E se chover (Si tchuba bem)
Deixa a chuva molhar (Dexa tchuba modja)
E se ventar (Si bentu bem)
Deixa o cabelo assanhar (Dexa kabelo spadja).
“Com este livro e com a música-tema estou compartilhando um pouco do meu processo de descobertas do mundo africano, na expectativa de que isso contribua para outras pessoas se interessarem em ter mais contato, mais proximidade com a realidade e as causas africanas, como eu tenho tido”, afirma o autor. “Faço essa busca sem métodos e sem obrigações, inspirada na vontade de querer saber mais a respeito desse conjunto de territórios e povos responsáveis por parte significativa do que somos, enquanto brasileiros, e na crença que me move no sentido de valorizar a negritude e promover a igualdade racial”, completa.
Show de lançamento da segunda edição ampliada do livro “Ceará Negro e outros temas de África”, do escritor Flávio Paiva
Com as cantoras Adna Oliveira, Di Ferreira e Mallu Viturino
Data: 25 de março de 2025
Hora: 19h30
Local: Espaço Rogaciano Leite Filho do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
(R. Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema, Fortaleza – CE)
Gratuito
Classificação Livre
Valor do livro “Ceará Negro”: R$ 80
Adna Oliveira, 69 anos, é carioca e mora em Cruz (CE).
Cantora, compositora e atriz com mais de 40 anos de trajetória. Idealizadora dos shows “Gaia” e “Mulher de 60”. Entre 2023 e 2024, circulou com a turnê nacional do musical “CAETANAS”. Já sexagenária, abraçou o universo do audiovisual ao atuar em projetos de cinema e televisão. Entre seus últimos trabalhos, destaca-se o longa “O Melhor Amigo” (2025), dirigido por Allan Deberton, e o single de sua autoria “Luar do Preá”.
Di Ferreira, 37 anos, é capixaba e mora em Fortaleza.
Iniciou o ofício musical em 2009, aos 20 anos, tendo integrado projetos como a banda theDillas, Las Tropicanas (ao lado de Lorena Nunes e Maria Antonia), Beat N´Jazz (junto a Cláudio Mendes), e também os shows coletivos como “Falando da Vida”, ”Cearás do Amanhã” e “Filhes de Ninguém”. No campo do audiovisual, atuou em sete projetos entre curtas, longas e séries.
Mallu Viturino, 23 anos, é fortalezense e mora na Sabiaguaba.
Artista independente, que compõe, canta e toca o indivíduo no coletivo, as amizades, os quereres, os impulsos e motivações do corpo, da pele, da voz, do lugar onde mora, por onde anda e a proteção dos antepassados. Ativista das questões negritude, representa a nova geração que conecta música e engajamento social.
Cláudio Mendes
Músico e produtor musical com quase 25 anos de atuação na cena nacional e internacional. Tocou, produziu e dirigiu nomes como Ednardo, Di Melo, Mano Chao, Rodger Rogério, Fausto Nilo e com mais toda uma geração da nova música cearense. Atua também como arte educador promovendo Ateliês de Criação onde já criou e lançou coletivamente mais 30 músicas envolvendo quase 500 artistas no Ceará inteiro.
Aldy Frota
Aldiana Frota Santos, natural de Itapipoca (CE), 29 anos, mulher cis, lésbica, periférica e umbandista, Tambozeira (Curimbeira) da C.E.U Santa Bárbara Guerreira de Itapipoca, percussionista do Grupo Tambores Afro Baião e do Coletivo Luminô. Atriz, palhaça e educadora social.
Naiara Lopes
Naiara Lopes, musicista, compositora, começou a tocar profissionalmente em 2007 e desde então vem trabalhando em projetos freelancers e com artistas independentes de Fortalezas, alguns nomes como Mona Gadelha, Luiza Nobel, Zéis, Jord Guedes e Mulher Barbada, dentre outros. É uma das idealizadoras do grupo/coletivo de músicas As Ritas CE. É também técnica de palco e operadora de som em shows e gravações.
Samuel Vidal
Saxofonista fortalezense. Iniciou sua carreira profissional em 2015, acumulando experiência em apresentações solo e shows com bandas, DJs e artistas reconhecidos. Já se apresentou ao lado de nomes como Camaleoa, Kátia Cilene, Juliana Barreto e Gustavo Serpa, além de colaborar com grupos como Banda Acaiaca e Superbanda. Recentemente gravou duas faixas no novo trabalho da banda Selvagens à Procura de Lei e realizou turnê nacional com o artista Xand Avião, consolidando-se como um músico requisitado em eventos e na cena musical brasileira.
Netinho de Sá
Músico, baixista, técnico de áudio e produtor musical, com mais de vinte e sete anos de carreira. Natural de Fortaleza, iniciou sua trajetória profissional aos doze anos, sendo a terceira geração de baixistas da família. É também produtor e diretor musical do estúdio Ararena em Fortaleza.
CEARÁ NEGRO
(Paulo Lepetit / Flávio Paiva)
O dia chegou
E eu vim feliz te encontrar
É o dia da festa de luta
Do antirracismo no Ceará
Festa da negritude
Atitude da cor
Do corpo de som
Negro de amor
E se chover
Deixa a chuva molhar
E se ventar
Deixa o cabelo assanhar
Si tchuba bem
Dexa tchuba modja
Si bentu bem
Dexa kabelo spadja
É festa
É festa
É festa
Na Terra da Luz!
Fonte: SECULT-CE
O Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult Ceará), realiza o lançamento oficial do Ciclo Ceará da Paixão 2026, iniciativa voltada à valorização das manifestações culturais populares presentes em diversas regiões do estado durante o período da Semana Santa.
O lançamento acontecerá no dia 20 de março (sexta-feira), na Secretaria da Cultura de Quixadá, na Praça Gladson Martins, reunindo programação cultural especial com apresentações artísticas, manifestações da cultura popular, momentos institucionais e homenagens a mestres e referências culturais ligadas às tradições do ciclo pascal.
A programação do lançamento conta com a abertura da exposição “O Boi Coração e a Maestria de Chico Emília” na varanda do Centro Cultural Rachel de Queiroz e a apresentação dos seguintes espetáculos: “Paixão de Cristo – Ele tomou sobre si nossas dores e por suas chagas fomos curados”, do Grupo Via Sacra Quixadá; “A contemporaneidade do Boi Coração”, com Cia. de Dança Rastro; “Via Dolorosa Cena: o encontro no caminho da crucificação”, com Cia. de Teatro Juventude Livre; Reisado de Caretas Boi Coração (Tesouro Vivo do Ceará) e homenagem ao Mestre Emília (Tesouro Vivo do Ceará).
Na edição de 2026, o ciclo alcança 10 macrorregiões do estado, contemplando 26 municípios, com um investimento total de R$ 1.170.505,00. Ao todo, serão 59 projetos apoiados, com diferentes linguagens e expressões da cultura popular: 24 espetáculos cênicos da Paixão de Cristo, 15 manifestações tradicionais populares, 10 ações de Queimação de Judas e 10 iniciativas ligadas à cultura camponesa.
Ciclo Ceará da Paixão 2026
Neste ano, a edição será desenvolvida a partir do tema “Entre o silêncio e o canto: a travessia das tradições populares no Ceará da Paixão”, proposta que busca evidenciar a diversidade das manifestações presentes nesse ciclo cultural. As expressões reunidas no projeto revelam diferentes dimensões da cultura popular cearense, combinando práticas ligadas ao recolhimento e à devoção comunitária com manifestações celebrativas e performáticas que integram o calendário cultural de muitos municípios.
O Ciclo Ceará da Paixão integra a política de Patrimônio Cultural Imaterial do Ceará, voltada ao reconhecimento, valorização e fortalecimento das manifestações culturais populares que compõem a identidade cultural cearense. O Ciclo reúne expressões culturais que fazem parte da memória e da identidade de diferentes territórios cearenses, como encenações da Paixão de Cristo, procissões penitenciais, caretas, incelências, queimação de Judas e outras manifestações transmitidas entre gerações em comunidades do sertão, da serra, do litoral e da Região Metropolitana de Fortaleza.
Além das apresentações culturais, o projeto também envolve ações de pesquisa, registro, acompanhamento de campo e atividades formativas, contribuindo para ampliar o reconhecimento dessas práticas como parte do patrimônio cultural imaterial do estado.
Realização
O Ciclo Ceará da Paixão 2026 é realizado pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult Ceará), com parceria da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Lagoa Redonda (APAMILR) e produção da Conecta Futuro.
Serviço
Lançamento oficial do Ciclo Ceará da Paixão 2026
Data: 20 de março de 2026
Local: Na Secretaria da Cultura de Quixadá, na Praça Gladson Martins
Atividade gratuita
Saiba mais: @ciclocearadapaixao e @secultceara
FONTE | Secult-CE
Arede de grupos, coletivos e entidades culturais de base comunitária que pulsa em todas as regiões do Brasil segue com números recordes. Nesta semana, o Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, coordenado pelo Ministério da Cultura (MinC), chegou a 15 mil organizações reconhecidas por desenvolverem atividades de arte e cultura em seus territórios. Somente entre janeiro de 2023 e março de 2026, foram emitidos mais de 10 mil certificados, o que representa um salto de 246,5% em relação aos 4.329 realizados entre 2004 e 2023.
O Cadastro é o principal instrumento da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), que há mais de 20 anos amplia o acesso a recursos públicos para as práticas culturais promovidas nas comunidades e que contribuem para a formação da identidade cultural brasileira.
“Em pouco tempo, conseguimos mais do que triplicar o número de pontos de cultura do Brasil, garantindo reconhecimento, mas também acesso a recursos. Em uma trajetória de quase 22 anos, este é, sem dúvidas, o melhor momento da Cultura Viva. Essa conquista é resultado do compromisso do presidente Lula e da ministra Margareth Menezes com a cultura de base comunitária e com quem faz a cultura acontecer no interior, nas áreas rurais, nas florestas, nas periferias, nos centros urbanos e em cada canto desse país”, destacou a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg.
Cultura Viva na Aldir Blanc
A expansão recorde reflete o maior investimento da história da Cultura Viva, que passou a contar com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. Em dois ciclos, o valor destinado pelo Governo Federal para que estados, municípios e o Distrito Federal apliquem em suas redes locais de pontos e pontões de cultura deve ultrapassar os R$ 850 milhões.
Os editais certificadores – lançados no primeiro ciclo da Cultura Viva na Aldir Blanc – são os principais responsáveis pela ampliação do número de organizações reconhecidas no país, considerando que os recursos podem ser acessados também por fazedores de cultura que não integram a rede. À medida em que os chamamentos públicos são concluídos, os entes federados incluem a lista das organizações culturais selecionadas no Cadastro Nacional. Até o momento, já realizaram o envio das informações referentes ao primeiro ciclo 24 governos estaduais/distrital. Somente Mato Grosso, Roraima e Sergipe ainda não fizeram a importação. Entre os municípios, 334 finalizaram o processo. São aguardados os dados de outros 376 governos municipais, que têm obrigatoriedade de investir recursos da Aldir Blanc na Cultura Viva, incluindo as seguintes capitais: Macapá, Belém, Porto Velho, Boa Vista, Palmas, Fortaleza, São Luís, Recife, Natal, Aracaju e Campo Grande.
O processo de importação de editais foi iniciado em agosto de 2025, após a atualização da plataforma.
Mutirão
Além dos editais certificadores, é possível ingressar na rede Cultura Viva fazendo a solicitação diretamente no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura. Neste caso, os pedidos são analisados pela Comissão de Certificação, formada por integrantes do Ministério da Cultura e da sociedade civil. Cada solicitação passa por dois avaliadores, sendo um do poder público e outro do setor cultural.
Entre os dias 6 de janeiro e 3 de março deste ano, foram realizadas 4.416 avaliações apresentadas por organizações culturais interessadas em ingressar na rede. Nesse período, foi intensificado o mutirão para colocar em dia a fila de análises após o crescimento recorde no número de pedidos para novos cadastros.
Os esforços contribuíram para a certificação de 1.903 entidades, grupos e coletivos culturais somente nesses últimos 60 dias.
O ritmo de adesão continua acelerado: atualmente, 2.494 solicitações ainda aguardam análise técnica. Apenas em janeiro de 2026, foram registrados 550 novos pedidos. Para dar conta dessa demanda, a Comissão de Certificação, que ampliou de 60 para 80 o número de membros, segue mobilizada com o objetivo de garantir a fluidez no processo de ampliação da rede.
Comprovação
O Ministério ressalta que a ausência visual do certificado na plataforma digital não impede a comprovação da condição de ponto de cultura. Para fins de participação em editais e outras políticas públicas, as entidades podem utilizar documentos formais como:
* Convênios assinados;
* Termos de Compromisso Cultural (TCC);
* Publicações no Diário Oficial referentes a resultados de editais da Política Nacional Cultura Viva.
Atenção:
– Os editais de premiação de pontos e pontões de cultura permanecem certificadores para as organizações que ainda não fazem parte da rede.
– Nos editais de projetos de pontos e pontões de cultura, os certificados serão apresentados na etapa de habilitação.
De 13 a 15 de março, o Sistema Fecomércio, por meio do Serviço Social do Comércio (Sesc), realiza a 4ª edição do Encontro Sesc Povos do Mar – Circuito Icapuí, reunindo pescadores (as), jangadeiros, marisqueiras, barqueiros, Povos Indígenas, Quilombolas, Ciganos, artesãos (ãs), brincantes e ambientalistas que desenvolvem uma programação socioeducativa e sociocultural totalmente gratuita, que traduz saberes e fazeres, valorizando identidades e modos de vida das comunidades litorâneas do Ceará.
Participam desta edição do Povos do Mar representantes de 28 municípios: Icapuí, Aquiraz, Aracati, Assaré, Altaneira, Barroquinha, Beberibe, Cascavel, Caucaia, Cruz, Fortaleza, Fortim, Paraipaba, Paracuru, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, Maracanaú, Maranguape, Pedra Branca, Pindoretama, Piquet Carneiro, Porteiras, Quixadá, Quiterianópolis, São Gonçalo do Amarante, Santana do Cariri, Trairi e Tarrafas.
Veja a programação abaixo.
13 DE MARÇO – SEXTA-FEIRA
A programação, que será composta por rodas de saberes, trilhas, vivências, oficinas, apresentações socioculturais e práticas alimentares tradicionais, inicia dia 13 de março, com visita guiada à Casa de Cultura Cores da Vida. A partir das 15h30, na Praça Adauto Róseo teremos a Feira de Artesanias “Onde há rede há renda”, o espaço da cultura alimentar “Dicumê”, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) e participação do Programa Sesc Mesa Brasil, além de diversas apresentações socioculturais, incluindo Cortejo de Papangus, Maracatu, Caretas e Brincantes de Icapuí Finalizaremos a programação de sexta-feira com um grande show do Movimento Reggae de Redonda.
14 DE MARÇO – SÁBADO
No sábado, 14 de março, a programação terá oficinas criativas, rodas de saberes, vivências, socialização de práticas alimentares e apresentações de grupos tradicionais, que serão realizados em diversos espaços como a Casa de Cultura Cores da Vida, Mercado Público, Centro Cultural de Quitérias, Praça Adauto Róseo. Contaremos ainda com atividades de troca de experiências e imersões nas comunidades, com diversas trilhas e vivências em Ponta Grossa, Requenguela, Barrinha, Córrego do Sal e realizaremos na Praia da Redonda, em parceria com a Paróquia da Capela Santa Luzia, programação com oficinas, vivências, apresentações socioculturais, socialização de práticas alimentares e feira de artesanias. Às 19h, teremos a realização do Desfile Senac – Artesanias e Vestimentas Tradicionais e às 22h30 um grande show com a Banda Painel de Controle.
15 DE MARÇO – DOMINGO
Domingo, dia 15 de março, a partir das 8h, prosseguimos com rodas de conversa na Casa de Cultura Cores da Vida, vivência em Ponta Grossa, Requenguela e Barrinha e finalizaremos às 11h30 com Torém/Toré dos Povos Indígenas participantes do Povos do Mar – Circuito Icapuí 2026.
Venha para Icapuí, participe das atividades, compartilhe experiências e faça parte dessa história!
Texto: Reprodução – Povos do Mar
Confira a programação completa no link abaixo
Hoje comemora-se 196 anos de Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como Antônio Conselheiro, também se autodenominando “O Peregrino”, foi um líder religioso nordestino, nascido em 1830, em Quixeramobim, no Ceará, que ganhou fama de santo e milagreiro e liderou a construção do Arraial de Canudos, enfrentando, poucos anos depois, um massacre a esse arraial organizado por tropas governamentais na chamada Guerra de Canudos (1896-1897) …
Figura carismática, adquiriu uma dimensão messiânica ao liderar o arraial de Canudos, um pequeno vilarejo no sertão da Bahia que atraiu milhares de sertanejos, …
A frase mais famosa associada a Antônio Conselheiro é “O sertão vai virar mar, e o mar vai virar sertão”, uma profecia popular que reflete as mudanças e a seca do Nordeste, ganhando um significado trágico com a construção do açude Cocorobó sobre o local de Canudos, tornando-se um “mar” de água onde antes era sertão, e simbolizando também o “mar de sangue” do conflito, conforme interpretado na obra Os Sertões de Euclides da Cunha.
Naceu em 13 de março de 1830, em Quixeramobim – Ceará
Faleceu em 22 de setembro de 1897 em Canudos – Bahia
A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira – 10março, com urgência o Projeto 533/2024, de autoria da Deputada Federal Jandira Feghali que cria a Política Nacional “Mais Cultura nas Escolas”. A iniciativa fortalece a ligação entre educação e cultura, ampliando o acesso de estudantes da rede pública a manifestações artísticas, à diversidade cultural brasileira, à tradição oral e ao trabalho de artistas locais. Cultura também educa, forma pensamento crítico e ajuda a construir uma sociedade mais consciente, plural e democrática, e é isso que queremos levar para dentro das nossas escolas.