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abril 2026

III Encontro Herança Nativa em Viçosa do Ceará começou ontem dia 17 e está programado até amanhã 19 de abril de 2026. O evento é uma celebração da ancestralidade e da diversidade cultural, reunindo povos originários e comunidades tradicionais de todo o estado.

Aqui estão os destaques musicais confirmados:
Show de Marcos Lessa: Sexta-feira, dia 17 de abril, às 22h30.
.Show “Silvero Interpreta Belchior”: Sábado, dia 18 de abril, às 22h, com Silvero Pereira.

Detalhes do Evento
Data: 17 a 19 de abril de 2026.

Localização: Viçosa do Ceará, com atividades centradas no Pólo Turístico Igreja do Céu.

Público-alvo: Representantes indígenas, ciganos, quilombolas, comunidades sertanejas e serranas.

Entrada: A programação é gratuita e aberta ao público.

O encontro promove uma troca de saberes através de diversas expressões culturais e práticas históricas:

Apresentações Culturais: Rodas de canto, danças tradicionais e música regional.

Espiritualidade e Saberes: Momentos dedicados às práticas espirituais e à transmissão de conhecimentos ancestrais por mestres e lideranças.

Gastronomia e Cultivo: Vivências focadas na alimentação tradicional e formas de cultivo desses povos.

Artesanato: Exposição de produtos e técnicas desenvolvidas pelas comunidades participantes.

O evento é realizado pelo Sesc Ceará em parceria com o Senac e a prefeitura local, buscando fortalecer a memória social e o reconhecimento das origens cearenses.

Em alusão ao Abril Indígena, o Neabi do Campus Cedro promove, ao longo do mês, atividades voltadas à valorização, visibilidade e reconhecimento das lutas e contribuições dos povos indígenas no Brasil.

Em 23/4, às 9h40, no auditório principal, cine-debate a partir dos documentários: “Troncos Velhos” e “Quem é índio? A questão da identidade entre os povos indígenas do Ceará (2020)”.

Um momento de reflexão e diálogo a partir de produções audiovisuais que trazem à tona vivências e resistências indígenas.
Para saber mais, acompanhe a página do Instagram do Neabi campus Cedro

 

FONTE: (@neabicedro).

Durante o evento, gestoras e gestores municipais apresentaram as conquistas e avanços no setor cultural de suas cidades com o novo Programa de Fortalecimento do Sistema Estadual da Cultura (Pro-Siec) do Governo do Ceará

Foto: Jeny Sousa

Após um intenso primeiro dia de atividades e a celebração dos 60 anos da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), o 5º Encontro do Sistema Estadual de Cultura do Ceará (Siec) completou sua jornada de fortalecimento e avanços da gestão pública de Cultura em nosso estado. Nesta sexta-feira (27), o evento foi marcado pelo compartilhamento de experiências e avanço da cooperação entre os municípios.

>> Fortalecendo a Cultura, 5º Encontro do SIEC reúne representantes de 181 Municípios Cearenses
>> Secult Ceará celebra 60 anos com sessão solene e programação artística no Theatro José de Alencar

A programação reuniu gestores, técnicos e representantes institucionais em debates, plenária e anúncios de novas ações estruturantes para o desenvolvimento das políticas públicas de Cultura no Ceará. Durante o Encontro, cada município fez a diferença para movimentar o estado e a Cultura feita pelos cearenses.

A conclusão do evento foi marcada pelo anúncio de um Pacote de Ações para a Cultura do Ceará e por apresentações de experiências bem-sucedidas implementadas em municípios cearenses com o uso de recursos transferidos Fundo a Fundo, a partir do novo Programa de Fortalecimento do Sistema Estadual da Cultura (Pro-Siec) do Governo do Ceará.

Foto: Jeny Sousa

“Temos quase a integralidade de municípios cearenses e a equipe técnica da Secretaria da Cultura juntos para planejar, avaliar e pactuar os próximos passos das políticas públicas de Cultura do Ceará. O Encontro representa um elemento central que é a cooperação entre o governo do estado e os municípios. Sem parcerias e as mãos dadas, é impossível garantir o direito à Cultura de nossa população e assegurar trabalho, dignidade e investimento na classe artística e cultural do nosso estado”, reforça a secretária da Cultura do Ceará, Luisa Cela.

Parceria e cooperação

O segundo dia de evento iniciou com apresentação cultural da CIA Ciclos, do município de Tabuleiro do Norte, abrindo a programação com uma performance que reforçou a diversidade artística e o protagonismo cultural dos territórios cearenses.

Em seguida, a mesa “Experiências exitosas da 1ª Convocatória Fundo a Fundo” reuniu representantes dos municípios de Novo Oriente, Solonópole, Paracuru e Fortaleza, que divulgaram resultados e aprendizados na execução de recursos descentralizados para a cultura, evidenciando os avanços na implementação do modelo de financiamento direto aos municípios.

Durante o debate, foram destacadas iniciativas que ampliaram o acesso a bens e serviços culturais, fortaleceram a economia criativa local e consolidaram mecanismos de planejamento e transparência na gestão dos recursos públicos. As experiências apresentadas demonstraram o impacto positivo do repasse fundo a fundo como instrumento de fortalecimento do Sistema Estadual de Cultura e de estímulo à autonomia dos municípios.

Foto: Jeny Sousa

“É uma prática que nós temos aqui na Secretaria da Cultura de convidar parceiras e parceiros de todo o estado para debater e avançar boas práticas de gestão cultural. É um momento também para que eles possam estreitar a relação um com o outro e aqui é discutido de tudo. Tratamos dos desafios dos municípios, as boas práticas que cada cidade tem realizado na construção das políticas públicas e as demandas nas Secretarias de suas regiões”, contextualizou o secretário Executivo da Cultura do Ceará, Rafael Felismino.

Na sequência, a mesa “Prefeitos da Cultura: Experiências exitosas em investimento próprio dos municípios na cultura” reuniu gestores de Cascavel, Uruoca e Fortaleza, que apresentaram estratégias de financiamento e políticas municipais voltadas à valorização das expressões culturais locais.

O Encontro evidenciou o compromisso das administrações municipais com a cultura como vetor de desenvolvimento social, econômico e identitário, além de reforçar a importância da integração entre os entes federativos para a consolidação das políticas culturais.

Foto: Jeny Sousa

“Estamos com um número expressivo de secretários, dirigentes e equipes técnicas nesse momento de consolidação e pactuação de metas para os próximos investimentos da Secretaria da Cultura do Ceará”, destacou o coordenador de Articulação Regional e Participação da Secretaria da Cultura do Ceará, Fábio Santiago.

Foto: Jeny Sousa

“O Encontro é o momento de confraternização, reconhecimento e validação do trabalho de anos dos municípios, da Secult Ceará e  de todos os fazedores da Cultura”, observa a Analista da Área da Cultura da Aprece, Vládia Cosmo.

Comissão Intergestores Bipartite (CIB): mecanismo de pactuação e fiscalização da execução das Políticas Públicas

Nesta sexta-feira, o Ceará instituiu a primeira Comissão Intergestores Bipartite (CIB) da Cultura. “Esse é um passo fundamental para a estruturação e consolidação das políticas públicas culturais em nível estadual, funcionando como uma instância de pactuação entre o Governo Estadual e as Secretarias Municipais de Cultura”, destaca a secretária da Cultura Luisa Cela. A CIB garante a descentralização, a eficiência na aplicação de recursos e a implementação do Sistema Nacional de Cultura (SNC).

Durante a mesa que formalizou a criação da Comissão, Roberta Martins, a secretária de Articulação Federativa e Comitês da Cultura (Minc) enfatizou a necessidade de ousadia para a construção de Políticas Públicas. Ela destacou a criação da CIB no Ceará pela  secretária Luisa Cela, como um grande avanço, que representa uma nova abordagem na reestruturação do estado brasileiro. Segundo Roberta, essa iniciativa institui novas formas de pactuação de ações centrais para a estruturação das políticas públicas. “Isso significa olhar para além de quem está aqui representando. Estamos pactuando, fiscalizando e executando”, afirmou.

Foto: Jeny Sousa

Implementar a CIB hoje no estado significa melhorar os serviços públicos da Cultura no Ceará, tendo sempre como meta o direito à política pública de cultura no estado. “Saber quais os nossos serviços de cultura e quanto é preciso para colocarmos em prática, é fundamental. E a CIB vem para fortalecer as formas de governança, e isso passa pela Cultura. No futuro, essas pactuações ajudarão na construção de um sistema nacional de financiamento público, destacou Roberta.

“Essa luz e essa história que o Ceará carrega nas Políticas Culturais, colocam o estado em posição de vanguarda na proposição e elaboração das políticas para a cultura no país” , finalizou a secretária de Articulação Federativa e Comitês da Cultura do Minc.

Novo Pacote de Ações para a Cultura do Ceará é anunciado no 5º Encontro do SIEC

O 5º Encontro do Sistema Estadual de Cultura (SIEC) culminou com o anúncio de um Novo Pacote de Ações para a Cultura do Ceará. O evento contou com a participação de representantes do Ministério da Cultura (MinC), do Ministério da Educação (MEC), da Universidade Federal do Ceará (UFC), da Secretaria Estadual da Educação (Seduc) e da Secretaria Municipal de Cultura de Fortaleza (Secultfor), reforçando a pactuação federativa voltada para a garantia do Direito à Cultura e ao fortalecimento da parceria entre cultura e educação para a promoção da Cidadania Cultural.

Na oportunidade, a secretária da Cultura do Ceará, Luisa Cela, detalhou as seguintes iniciativas:

>> 3ª Convocatória Fundo a Fundo: Destinação de R$ 30 milhões do Tesouro Estadual;

>> Arte e Cultura na Educação em Tempo Integral: Lançamento de uma parceria entre MEC, MinC, Seduc Ceará e Secult Ceará;

>> Ceará Sinfônico: Criação do Programa Integrado de Fomento à Música Instrumental Cearense de Concerto e de Apoio às Bandas de Música. Esta ação integra o Sistema Estadual de Bandas de Música do Ceará (SEBEM), em parceria com a UFC e o Cetrede;

Foto: Jeny Sousa

>> Ações do Sistema Estadual de Espaços Cênicos e Teatros (SET): Lançamento das Rotas Cênicas, Município Amigo do Circo e Ações Continuadas, integrando as celebrações do Dia do Circo e do Teatro no Ceará;

>> Entrega de kits de livros: Ação do Sistema Estadual de Bibliotecas (SEBP), contemplando 20 municípios das regiões do Sertão de Crateús e do Sertão dos Inhamuns;

Foto: Jeny Sousa

>> Arranjos Regionais do Audiovisual: Investimento total de R$ 35 milhões, sendo R$ 25 milhões de recursos federais e R$ 10 milhões de recursos próprios do Estado. O Termo de Complementação estabelece uma contrapartida de R$ 5 para cada R$ 1 investido pelo estado, com teto de R$ 30 milhões. O aporte estadual será o dobro da contrapartida mínima exigida (R$ 5 milhões), totalizando R$ 10 milhões. A divisão dos recursos federais será de R$ 25 milhões para o Estado e R$ 5 milhões para o município (Fortaleza).

 

FONTE: Secretaria de Cultura do Estado do Ceará | SECULT-CE

Integração ao Sistema Estadual fortaleca planejamento, amplia acesso a recursos e reconhece compromisso do municipio com a cultura!

 

A cultura de um povo não se sustenta apenas na memória – ela precisa de estrutura, planejamento, disseminação, educação e reconhecimento institucional para florescer de forma contínua. Em Cedro, esse entendimento tem guiado uma política pública que agora alcança um novo patamar. Ao conquistar a certificação de integração ao sistema estadual de cultura, o município não apenas organiza seus dados: reafirma seu compromisso com artistas, tradições e com a própria identidade coletiva que atravessa gerações.
O município de Cedro recebeu oficialmente o certificado de integração ao IB-SIEC 2026 (Informações Básicas do Sistema Estadual de Cultura do Ceará), concedido pela Secretaria da Cultura do Estado (SECULT), por meio do Programa de Fortalecimento do Sistema Estadual da Cultura. A certificação atesta que o município está alinhado às diretrizes estaduais no que diz respeito à organização, monitoramento e transparência das informações culturais. Na prática, isso significa que Cedro passa a integrar de forma plena o banco de dados que orienta políticas públicas culturais em todo o Ceará.
Mais do que um reconhecimento formal, a integração ao sistema representa um avanço estratégico para a gestão cultural do município. Com dados atualizados e sistematizados, a administração pública ganha maior capacidade de planejamento e execução de ações voltadas ao setor.
O prefeito Nilson Diniz destacou que a conquista é resultado de um trabalho contínuo de organização administrativa e valorização da cultura local.  “Este certificado não é apenas um documento formal, mas a prova de que Cedro trata a cultura com a seriedade que ela merece. Estar integrado ao sistema estadual nos permite planejar o futuro com dados precisos e garantir que os investimentos cheguem na ponta, beneficiando nossos artistas e preservando nossa história.”
A fala reforça a compreensão de que a cultura, além de expressão simbólica, também exige gestão técnica para alcançar resultados concretos.
Ampliação do acesso a recursos e oportunidades
Um dos principais impactos da certificação está na ampliação das possibilidades de captação de recursos. Municípios integrados ao sistema estadual possuem maior facilidade para acessar editais, programas de fomento e repasses financeiros da SECULT. Essa condição coloca Cedro em posição estratégica para fortalecer iniciativas culturais, apoiar artistas locais e incentivar a produção cultural em diferentes linguagens. Além disso, a integração contribui para que os investimentos sejam realizados de forma mais eficiente, com base em indicadores reais e diagnósticos precisos.
A conquista da certificação reforça uma visão de cultura como vetor de desenvolvimento social e econômico. Ao estruturar melhor suas políticas, o município cria condições para que eventos, projetos e manifestações culturais ganhem escala e reconhecimento. Mais do que preservar tradições, a iniciativa abre caminhos para inovação, geração de renda e fortalecimento do sentimento de pertencimento da comunidade.
Benefícios diretos para a gestão cultural
A adesão ao IB-SIEC traz uma série de ganhos estruturais para o município:
– Transparência: consolidação e disponibilização de dados culturais de forma acessível
– Planejamento: definição de metas a partir de indicadores concretos
– Recursos: maior regularidade no acesso a políticas de fomento estadual
– Valorização: fortalecimento da identidade cultural e dos agentes locais
Esses elementos permitem que a política cultural avance de forma consistente, com impacto direto na vida dos fazedores de cultura e da população.
FONTE: Prefeitura Municipal de Cedro | ASCOM

A Biblioteca Pública Cândido Acrísio Costa (Tio Acrísio) recebeu oficialmente a certificação do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP).
Emitido pelo Ministério da Cultura, esse documento (Cadastro CE03808P001) insere Cedro em uma rede estratégica de fortalecimento da literatura e das políticas públicas de leitura em todo o Brasil.

O que muda com isso?
A integração facilita o acesso a novos programas, recursos e parcerias federais, garantindo que nossa biblioteca continue sendo um espaço vivo de conhecimento, aprendizado e cidadania para todos os cedrenses.

É a Prefeitura de Cedro trabalhando para elevar o nível da nossa educação e valorizar nossa identidade cultural.

 

FONTE: Prefeitura Municipal de Cedro

A capital de todos os cearenses está em festa. Fortaleza comemora 300 anos de história, reafirmando sua relevância como um dos principais centros culturais do País. Para marcar a data, a Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará) preparou uma programação que destaca a diversidade artística e o patrimônio cultural da cidade.

Os espaços públicos de cultura do Governo do Ceará, sediados em Fortaleza, recebem uma série de atividades que contemplam diferentes linguagens artísticas e homenageiam a capital cearense. A programação gratuita inclui apresentações musicais, espetáculos teatrais, visitas guiadas, rodas de conversa, entre outras manifestações artísticas. É o público e nossa arte em uma grande celebração coletiva.

As comemorações começam nesta sexta-feira (10) e prosseguem durante o mês de abril. No sábado (11), às 9h, o Museu Ferroviário Estação traz uma oportunidade única para conhecer a história da capital cearense com o percurso “A cidade e os trilhos: 300 anos de Fortaleza”. Às 17h, o espetáculo infantil “Iracema” é destaque no Teatro Carlos Câmara. Outra ótima pedida é às 18h, no Theatro José de Alencar, que recebe a apresentação inédita da Camerata da Orquestra Sinfônica Nacional da China.

Além de celebrar a memória, a programação também propõe um olhar para o futuro e destaca a potência criativa de Fortaleza e sua importância no cenário cultural contemporâneo.

 

Música que inspira

As apresentações musicais dialogam com diferentes matrizes culturais, sonoridades e territórios da capital cearense

Na sexta-feira, 10, às 18h, o Teatro Carlos Câmara traz a nova apresentação do cantor, compositor e violonista cearense Bernardo Neto. O show “Da Canção ao Coração” adentra composições autorais e parcerias do músico, além de interpretações de obras marcantes de artistas como Raimundo Fagner, Rodger Rogério e Belchior.

No sábado, 11, às 18h, o Theatro José de Alencar recebe a apresentação inédita da Camerata da Orquestra Sinfônica Nacional da China. O grupo de músicos entrega um concerto especial que celebra a amizade entre Brasil e China. Esta experiência única, que une a tradição musical chinesa com influências da música ocidental, é apresentada por uma das orquestras mais respeitadas da Ásia.

Na Estação das Artes, às 18h, acontece o shhow “Na Terra do Sol + Tributo a The Gladiators”, com Donaleda e DJ Lucas O Gera. No domingo (12), às 12h30, o Mercado AlimentaCE entrega mais uma edição do”Almoço no Mercado”, com o grupo Os Muringa.

Em abril, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) celebra o aniversário de 65 anos do Bom Jardim e 300 anos de Fortaleza. No dia 24, às 10h, o grupo +Melanina, formado por musicistas das periferias de Fortaleza e de outras regiões do estado, apresenta um espetáculo que conecta samba e reggae, abordando temas como racialidade, potência feminina e vivências periféricas.

No dia 26, às 16h, o Hub Cultural Porto Dragão abre as portas para o Festival ”Tributo a Jumentaparida”, da Associação Cearense do Rock (ACR).

 

Que tal celebrar Fortaleza no Teatro?

Os espetáculos cênicos integram a programação com propostas que exploram a memória da cidade, a ocupação do espaço público e a valorização das poéticas populares.

Entre os dias 10 e 12 de abril, o Hub Cultural Porto Dragão amplia o acesso do público à produção teatral contemporânea com a montagem “(Um) Bom Crioulo”.

Dia 15, às 17h, o Theatro José de Alencar (TJA) traz o espetáculo “Maquinamário – Barroco Sonho-Cidade para um Descomunal Poeta”. O trabalho apresenta a trajetória do poeta cearense Mário Gomes (1947-2014) e transforma a cidade em protagonista, destacando o teatro de rua como linguagem de memória social.

No dia 22 de abril, o Cineteatro São Luiz apresenta o espetáculo “VORA-CIDADE”, com Ricardo Guilherme. No palco, o grande nome das artes cênicas do Brasil presta homenagem aos 300 anos de Fortaleza e convida o público a refletir sobre a relação entre cidade e experiência urbana.

Tem espetáculo infantil de dança

No Teatro Carlos Câmara, o sábado (11) será marcado pelo espetáculo infantil de dança “Iracema”, de Rosa Primo.

No domingo (12), às 17h, no Pátio Artur Guedes do Teatro Carlos Câmara, será apresentado o espetáculo “O Bode Quer”, de Evan Teixeira, dentro do Programa A Céu Aberto. A programação segue, às 18h30, com o espetáculo “Ritos de Passagem”, de Rafael Abreu.

 

Literatura e nossas histórias

A literatura e a oralidade integram a programação e se destacam como elementos fundamentais na preservação das memórias e histórias da cidade.

No Centro Cultural Bom Jardim, dia 18, às 17h, a contação de histórias “O bode Ioiô e outras histórias”, com Júlia Barros e Almir Mota, celebra a tradição oral e a cultura popular, reunindo literatura, música e brincadeiras em uma experiência voltada ao público infantil.

No dia 29, às 19h, o Theatro José de Alencar recebe o lançamento do livro “Fortitudine – Reino de Luz”, do escritor Diego Pontes, obra que dialoga com elementos históricos e simbólicos da cidade em uma narrativa voltada ao público jovem.

 

Exposições para visitar

Nessa data tão especial, os espaços públicos de Cultura do Governo do Ceará contam com exposições que abordam memória, identidade e pertencimento, além de ações formativas que estimulam a criação artística.

Durante o mês de abril, a Biblioteca Pública Estadual do Ceará (Bece) convida o público para a exposição “Galeria Folheada – A cidade que se lê: Fortaleza 300 anos”. Organizada em núcleos temáticos, a atração evidencia livros, documentos e imagens que atuam como instrumentos vivos de preservação e interpretação da experiência urbana.

No dia 24, às 10h, a mostra da Bece é completada com a roda de conversa “Fortaleza 300 anos: memórias negras, resistências e (in)visibilidades”,  com Hilário Ferreira, Gizelle Ferreira e Cicera Barbosa.  A mediação é de Arilson Dos Santos (Unilab).

Já no Hub Cultural Porto Dragão, até o dia 29 de abril, acontece a exposição “Ave Eva: Transcendendo Asas – Meu corpo aprisionado querendo voar”, da Banida Plataforma. A proposta é uma reflexão sensível sobre corpo, identidade e liberdade, ampliando o diálogo entre arte e subjetividade.

Em abril, de quarta a domingo, o Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS) celebra os 300 anos de Fortaleza com a exibição de “Do Ponto ao Patrimônio”. A obra nos leva a explorar de forma virtual prédios como o Cineteatro São Luiz, o Museu da Imagem e do Som, o Edifício São Pedro, entre outros.

A programação inclui ainda as exposições permanentes e temporárias no Museu de Arte Contemporânea do Ceará, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, fortalecendo a presença das artes visuais nas celebrações da cidade.

 

Viver a cidade e sua Cultura

Em abril, ações educativas e de mediação cultural fortalecem o vínculo entre público, patrimônio e memória da cidade. Essas iniciativas reafirmam o papel dos espaços públicos de Cultura do Estado na formação cidadã e valorização da memória coletiva.

No sábado (11), às 9h, o Museu Ferroviário Estação João Felipe realiza o percurso “A cidade e os trilhos: 300 anos de Fortaleza”. A rota percorre o Museu Ferroviário Estação João Felipe, Praça da Estação, Praça dos Mártires (Passeio Público), Caixa Cultural Fortaleza e a Ponte Metálica/Ponte Velha do Poço da Draga.

Dia 15, às 18h, no Bloco H, sala H3 da Universidade Estadual do Ceará (Uece), o Museu Ferroviário realiza a palestra “Um legado sobre os trilhos: lugares de trabalho ferroviário que escrevem a história de Fortaleza”.

Já o Sobrado Dr. José Lourenço apresenta, no sábado (11), às 8h, a roda de conversa “Entre Marés e Memórias: Andanças pelo Mucuripe nos 300 Anos de Fortaleza”, com Acervo Mucuripe (Diego Di Paula). O ponto de concentração é o Mercado dos Peixes do Mucuripe (Avenida Beira Mar, 3479, Mucuripe – Fortaleza/CE).

Também no sábado (11), às 9h, a KUYA – Centro de Design do Ceará traz o Encontro Inaugural do Rede Oitão – Jornal Comunitário do Moura Brasil. A iniciativa conta com roda de conversa e visita mediada pela exposição “Somos Todos Moura Brasil”.

No Cineteatro São Luiz, o público poderá participar de visitas mediadas gratuitas durante o mês de abril, proporcionando uma experiência de aproximação com a história e a arquitetura do equipamento cultural.

 

Para mergulhar na memória de Fortaleza

Dia 18, às 15h30, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, a oficina Memórias da Cidade: patrimônio cultural e colagem em Fortaleza propõe uma atividade formativa que estimula a criação artística e a reflexão sobre identidade e pertencimento.

Nos dias 8, 15 e 22 de abril de 2026, sempre às quartas-feiras, das 12h30 às 13h30, a Pinacoteca do Ceará realiza a atividade “Pouso do Trabalhador – A arte do Kirigami” e a cidade de Fortaleza, com Franklin Ferreira, no hall do equipamento. A ação tem classificação indicativa livre, conta com acessibilidade em Libras e oferece 15 vagas gratuitas, preenchidas por ordem de chegada.

No dia 16 de abril de 2026, quinta-feira, das 16h às 17h, acontece a visita temática “Fortaleza e periferia: cultura e resistências”, com Ka Araújo, realizada na exposição “Existências paralela – acervo em (des)construção”. A atividade tem classificação indicativa livre, acessibilidade em Libras e disponibiliza 20 vagas gratuitas, com acesso a partir de uma hora antes do início.

Ainda no dia 16 de abril, das 17h às 18h, será realizada a Conversa de Ateliê “Cidade Solar, uma juventude perene”, com Fernanda Meireles, no Ateliê 3. A atividade é gratuita, com classificação indicativa livre, acessibilidade em Libras e 30 vagas, preenchidas por ordem de chegada.

No dia 18 de abril de 2026, sábado, das 15h às 17h, acontece a oficina “Desenhando Fortalezas”, com Amanda Oliveira e Léo Tomaz. A atividade terá saída da Pinacoteca do Ceará em direção à Praça dos Leões e ao Parque da Liberdade, com transporte em micro-ônibus para os participantes. A oficina é gratuita, possui classificação indicativa livre, acessibilidade em Libras e oferece 15 vagas, disponíveis a partir de uma hora antes da atividade.

Encerrando a programação, no dia 25, das 16h às 17h, será apresentada a performance “Rotas”, com Léo Silva, no hall de entrada da Pinacoteca do Ceará. A atividade é gratuita, com classificação indicativa livre, e disponibiliza 50 vagas, preenchidas por ordem de chegada. Em seguida, das 17h às 18h, ocorre a Conversa de Ateliê “Rotas”, também com Léo Silva, no mesmo local, com acesso gratuito por ordem de chegada.

 

FONTE: Secult/CE

A criação da Política Nacional das Artes (PNA) foi oficializada com a assinatura pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, do Decreto nº 12.916, de 30 de março de 2006. A iniciativa tem como finalidade ampliar o acesso e promover o direito da população brasileira às artes como parte do exercício dos direitos culturais, de acordo com o artigo 215 da Constituição.

“Agora temos um marco legal que reconhece a importância da proteção, valorização e da promoção das artes do nosso país”, destacou a ministra da Cultura, Margareth Menezes.

A presidenta da Fundação Nacional das Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), Maria Marighella, salientou a relevância do decreto para a cultura brasileira.

“Sejam bem-vindos à Política Nacional das Artes, porque o Brasil das Artes é o Brasil soberano. O decreto que institui a PNA é um marco institucional fundamental para a proteção das artes brasileiras. É defender as artes como riqueza do Brasil, como dimensão específica e singular do conteúdo cultural brasileiro, que, portanto, precisa de políticas próprias que as organizem dentro de um sistema, de um ecossistema, de uma ecologia das artes”, enfatizou.

O documento traz um conjunto de premissas, princípios, diretrizes e objetivos para orientar o Estado brasileiro, assim como agentes e instituições artísticas da sociedade civil, na promoção do direito às artes e na sua proteção.

De acordo com o decreto são consideradas linguagens artísticas as diferentes formas de criação ou de expressão humanas no campo das artes, entre elas as artes visuais, cinema, dança, circo, literatura, música e teatro.

A PNA tem como beneficiários os diversos grupos sociais que compõem a população brasileira, sobretudo os agentes culturais, reconhecidos como os como os principais promotores do direito de fruição das artes junto à população.

Objetivos

Entre os objetivos da Política Nacional das Artes estão: ampliar o direito às artes, com vistas a promover o acesso aos meios de produção, de informação, de comunicação, de expressão, de criação e de fruição artísticas em todo o território nacional; e proteger e valorizar a memória das artes brasileiras, por meio da salvaguarda, do registro, da preservação e da difusão das práticas, dos saberes e dos acervos artísticos, com a utilização das ferramentas tecnológicas disponíveis. Também irá atuar para valorizar os mestres e as mestras das artes e das culturas tradicionais e populares, seus saberes e suas práticas; e fomentar ações que favoreçam e estimulem a transmissão intergeracional dos saberes e dos fazeres artísticos das culturas tradicionais e populares.

Princípios

A PNA está calcada em sete princípios: diversidade das expressões artístico-culturais; liberdade de manifestação, de criação e de expressão artística e cultural; valorização da inventividade; territorialidade da produção e da fruição artísticas; pluralidade de perspectivas, de interesses e de valores decorrentes dos recortes geracionais, de gênero, étnico-raciais e regionais da população; inclusão e a acessibilidade; e compromisso com o desenvolvimento sustentável, a justiça climática e a responsabilidade socioambiental.

Diretrizes

Entre as diretrizes da Política destacam-se a proteção dos agentes culturais, dos seus ofícios e das suas ocupações, de modo a efetivar direitos à seguridade social e a condições dignas de trabalho, e a valorização de ações continuadas de escolas livres, de coletivos, de grupos, de espaços e de eventos artísticos, inclusive de pontos e de pontões de cultura, que promovam e ampliem o acesso às artes de modo regular e permanente.

A governança da PNA se dará em regime de cooperação e de colaboração entre os entes federativos, os agentes culturais e a sociedade civil. Caberá ao Ministério da Cultura a coordenação. A adesão dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios será feita por meio de instrumento próprio e a participação social pelo Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e dos colegiados a ele vinculados.

“A Política Nacional das Artes afirma a vocação de proteção que é papel da União, dos estados, do DF, dos municípios, e evoca também as instituições privadas de interesse público, que promovem, que realizam, que criam, e que precisam de um marco de formulação de políticas, de consensos, de troca de diálogo. Isto é necessário para criar instâncias que sejam protetoras, organizar o fomento próprio, fundos específicos para o campo artístico, organizar a economia das artes do Brasil e garantir as artes como direito, como cidadania, como acesso”, ressaltou Maria Marighella.
E acrescentou: “temos muito a celebrar e, agora, publicar o Programa Brasil das Artes, que organiza a PNA no âmbito federal, fazer conquistar os entes federados e sobretudo, as gentes, os artistas, essa grande rede das artes, para que animem, deem vida, corporifiquem, encarnem os efeitos dessa política”, concluiu a presidenta da Funarte.

Elaboração

A construção da Política Nacional das Artes começou em 2015, com reuniões e encontros setoriais e temáticos em todas as regiões do Brasil. Interrompido no ano seguinte, o processo foi retomado em 2023.

Em março de 2024, na IV Conferência Nacional de Cultura, em Brasília, foi instituído o Grupo de Trabalho do Ministério da Cultura (MinC). Teve como propósito consolidar dados sobre políticas e ações para as artes e elaborar o Plano de Ação para implementar a PNA, em conexão com o Marco Regulatório do Fomento à Cultura, sancionado em 2024.

O resultado foi o texto-base Brasil das Artes: Uma Política Nacional, feito com o intuito de produzir subsídios para a elaboração e efetivação da Política Nacional das Artes. O grupo foi coordenado pela Funarte.

Cultura, Artes, História e Esportes

“A chegada desses novos membros representa um gesto de continuidade e, ao mesmo tempo, de renovação”, aponta o jornalista e poeta Barros Alves

Confira:

A realização de sessão especial por uma Academia de Letras é sempre mais do que um ato protocolar. Trata-se de um momento de afirmação da cultura, de celebração da palavra e de renovação do compromisso com a memória e o pensamento. É o que vemos neste sábado, 04/04/2026, em solenidade da Academia Cedrense de Letras, conduzida com sensibilidade e elevado espírito público pelo presidente, o poeta e médico Sávio Pinheiro.

Sob sua liderança, a sessão certamente apresenta não apenas o rigor institucional que se espera de uma casa literária, mas também um tom de genuína celebração da inteligência e da criação. Sávio Pinheiro, ao conjugar ciência e poesia em sua própria trajetória, simboliza bem o ideal humanista que sustenta academias como nossa; o encontro entre saberes, a valorização da palavra e o cultivo das artes como expressão maior da condição humana.

A ocasião reveste-se de especial brilho pela posse de sete novos acadêmicos, que passam a integrar o sodalício e que aqui registro com prazer, juntamente com os padrinhos dos novéis arcadianos: Professor Flávio Gonçalves, indicação de Barros Alves e Esmeraldina Bezerra; Rose Clementino, indicação de Tizim Clementino e Péricles Araújo; Beatriz Jucá, indicação de Esmeraldina Bezerra e Barros Alves; José Gonçalves da Silva, indicação de Barros Alves e Édson Reis; Matheus Ribeiro, indicação de Eunice Lemos e Vânia Dutra; Batista Moura; indicação de Nilson Diniz e Sávio Pinheiro; e Guaracy Aguiar, indicação de Irapuan Diniz de Aguiar e do poeta maior B. C. Neto, idealizador e primeiro presidente da Academia Cedrense de Letras.

Cada uma dessas personalidades traz consigo não apenas um percurso individual de mérito, mas também um acervo de experiências, conhecimentos e visões de mundo que certamente enriquecerão os debates, as produções e a própria identidade da Academia Cedrense de Letras.

A chegada desses novos membros representa um gesto de continuidade e, ao mesmo tempo, de renovação. Continuidade, porque reafirma o compromisso da instituição com sua missão cultural; renovação, porque abre espaço para novas vozes, novas perspectivas e novas formas de pensar a literatura, a história e a sociedade. É assim que uma academia se mantém viva: dialogando com o passado, mas sempre aberta ao futuro.

A Arcádia cedrense, ao acolher esses novos acadêmicos, fortalece sua vocação como guardiã da cultura local e regional, ao mesmo tempo em que se projeta como espaço de reflexão mais ampla, capaz de dialogar com as grandes questões do nosso tempo. Não há dúvida de que os empossados, com seus saberes e talentos, contribuirão decisivamente para tornar ainda mais luminosa a trajetória da instituição.

A solenidade ganha ainda maior relevo com o lançamento de obra literária que enfeixa crônicas e causos, assinada pelo médico e acadêmico Luiz de Moura, preeminente filho de Cedro, ex-presidente da Academia Cedrense de Letras e atual presidente da Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES). Trata-se de contribuição valiosa que, ao reunir narrativas marcadas pela sensibilidade, pela memória e pelo sabor da tradição, reafirma o compromisso da instituição com a preservação das histórias e da identidade cultural de seu povo.

Que esta sessão especial seja lembrada como um marco de entusiasmo, de união e de compromisso com a cultura. E que, sob a presidência inspiradora de Sávio Pinheiro, a Academia Cedrense de Letras continue a florescer como um farol de inteligência, sensibilidade e dedicação às letras.

Barros Alves é jornalista e poeta

 

FONTE | Blog do Eliomar

Com investimento de mais de R$ 1,1 milhão, o ciclo reúne manifestações culturais do período da Semana Santa em diferentes regiões do estado.

 

Ciclo Ceará da Paixão 2026, realizado pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult Ceará), entra em sua fase de circulação com uma programação intensa que reúne 59 mostras culturais distribuídas nas 10 macrorregiões do Ceará, fortalecendo a presença das tradições populares em diferentes territórios durante o período da Semana Santa.

Com ações que acontecem em 26 municípios, o ciclo promove uma ampla agenda de apresentações e manifestações que mobilizam comunidades, artistas e públicos em torno da fé, da memória e da cultura popular.

Ao longo das mostras, o público poderá acompanhar espetáculos cênicos da Paixão de Cristo, manifestações tradicionais populares, ações de Queimação de Judas e iniciativas ligadas às culturas camponesas, revelando a diversidade de linguagens e práticas culturais presentes no estado.

As atividades acontecem de forma gratuita e aberta ao público, consolidando o ciclo como uma das principais iniciativas de valorização do patrimônio cultural imaterial do Ceará.

Mais do que apresentações, as mostras representam espaços de encontro entre tradição e contemporaneidade, onde saberes são compartilhados, memórias são reafirmadas e identidades culturais ganham visibilidade nos territórios.

Cultura viva nos territórios

Ciclo Ceará da Paixão percorre diferentes regiões do estado levando expressões que fazem parte do calendário cultural de diversas comunidades, como encenações da Paixão de Cristo, procissões penitenciais, caretas, fogaréu, queimação de Judas e outras manifestações transmitidas entre gerações.

Essas práticas carregam forte simbolismo religioso, histórico e social, sendo fundamentais para a construção da identidade cultural cearense.

Impacto e investimento

Na edição de 2026, o ciclo alcança 10 macrorregiões do estado, com investimento total de R$ 1.170.505,00. Ao todo, são 59 projetos apoiados, contemplando diferentes linguagens e expressões da cultura popular, sendo:

● 24 espetáculos cênicos da Paixão de Cristo
● 15 manifestações tradicionais populares
● 10 ações de Queimação de Judas
● 10 iniciativas ligadas à cultura camponesa

Pesquisa, registro e salvaguarda

Além das apresentações culturais, o projeto também envolve ações de pesquisa, acompanhamento de campo e atividades formativas, contribuindo para o registro, a memória e a salvaguarda das manifestações culturais.
Pesquisadores atuam diretamente nos territórios, registrando e analisando as práticas culturais, fortalecendo a construção de políticas públicas mais sensíveis às realidades locais.

Ciclo Ceará da Paixão 2026

Neste ano, a edição será desenvolvida a partir do tema “Entre o silêncio e o canto: a travessia das tradições populares no Ceará da Paixão”, proposta que busca evidenciar a diversidade das manifestações presentes nesse ciclo cultural. As expressões reunidas no projeto revelam diferentes dimensões da cultura popular cearense, combinando práticas ligadas ao recolhimento e à devoção comunitária com manifestações celebrativas e performáticas que integram o calendário cultural de muitos municípios.

Ciclo Ceará da Paixão integra a política de Patrimônio Cultural Imaterial do Ceará, voltada ao reconhecimento, valorização e fortalecimento das manifestações culturais populares que compõem a identidade cultural cearense. O Ciclo reúne expressões culturais que fazem parte da memória e da identidade de diferentes territórios cearenses, como encenações da Paixão de Cristo, procissões penitenciais, caretas, incelências, queimação de Judas e outras manifestações transmitidas entre gerações em comunidades do sertão, da serra, do litoral e da Região Metropolitana de Fortaleza.

Além das apresentações culturais, o projeto também envolve ações de pesquisa, registro, acompanhamento de campo e atividades formativas, contribuindo para ampliar o reconhecimento dessas práticas como parte do patrimônio cultural imaterial do estado.

Realização

Ciclo Ceará da Paixão 2026 é realizado pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult Ceará), com parceria da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Lagoa Redonda (APAMILR) e produção da Conecta Futuro.

Serviço

Mostras Regionais do Ciclo Ceará da Paixão 2026
Data: 1º a 05 de abril de 2026
Programação completa@ciclocearadapaixao | @secultceara
Atividade gratuita

 

 

IMAGEM: A Paixão de Cristo – Itaitinga (Foto: Fabiano)