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abril 2026

O Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult Ceará), lançou o Edital Mecenas do Ceará 2026, consolidando uma das principais políticas de fomento cultural do estado. Com previsão de até R$ 30 milhões para captação de recursos via incentivo fiscal, o edital estabelece regras detalhadas desde a inscrição até a execução e prestação de contas dos projetos.

A iniciativa está alinhada à Lei Orgânica da Cultura do Ceará (Lei nº 18.012/2022) e ao Plano Estadual da Cultura, fortalecendo o setor cultural como eixo estratégico de desenvolvimento social, econômico e sustentável.

Etapas de análise e seleção

O processo de análise das propostas ocorre em fase única, contemplando duas etapas principais:

1. Verificação da regularidade da inscrição
Realizada por equipe técnica da Secult, avalia a documentação, o enquadramento do proponente e o cumprimento das exigências do edital. Propostas com pendências podem ser ajustadas dentro de prazo estabelecido.

2. Avaliação Técnica da Proposta
Conduzida pela Comissão Estadual de Incentivo à Cultura (CEIC), que analisa critérios como:
• Qualidade artística;
• Adequação às modalidades de captação;
• Viabilidade técnica e orçamentária;
• Experiência do proponente e equipe;
• Contribuição aos objetivos do Mecenato.

Caso necessário, os proponentes podem ser convocados para diligências e envio de complementações em até cinco dias úteis.

Critérios e decisão final

Para serem autorizados, os projetos devem atender a todos os critérios estabelecidos. A CEIC também observa a descentralização regional e por segmento cultural, evitando concentração de recursos e buscando o equilíbrio na distribuição dos recursos.

Os recursos disponibilizados decorrem do Mecenato Estadual, mediante renúncia fiscal, possuindo limite global previamente definido e parâmetros orçamentários específicos (item 4 do Edital) por perfil de proponente e tipologia de projeto. Nesse sentido, os valores pleiteados são analisados à luz desses limites, não constituindo direito subjetivo à sua integral autorização.

A decisão final pode autorizar integralmente, parcialmente ou negar a proposta, sempre com base em parecer técnico.

Formação cultural e exigências pedagógicas

Entre os destaques do edital, estão as diretrizes para projetos de formação, que devem apresentar:

• Programa formativo completo;
• Plano de curso com ementas;
• Carga horária mínima de 80 horas-aula, considerando o conjunto das atividades formativas.

A medida busca qualificar ações educativas e garantir consistência pedagógica nas iniciativas apoiadas.

Resultados e recursos

Os resultados serão divulgados no Mapa Cultural do Ceará e nos canais oficiais da Secult, em lotes, de acordo com a metodologia apresentada no edital. Após o resultado preliminar, os proponentes poderão apresentar recurso no prazo de até cinco dias úteis.

A homologação final será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), momento em que os projetos autorizados estarão aptos a iniciar a captação.

Captação e formalização

Os projetos aprovados terão até 240 dias para captar recursos junto a empresas incentivadoras, de pelo menos 35% do valor autorizado, para estarem aptos a formalizarem.

A formalização ocorre por meio do Termo de Mecenato, com apresentação de documentos obrigatórios, incluindo plano de trabalho ajustado, conta bancária exclusiva e declaração do incentivador.

Execução e regras de funcionamento

Durante a execução, os projetos devem cumprir integralmente o plano aprovado, com regras específicas como:

• Movimentação financeira em conta exclusiva;
• Limite de até 30% para remuneração de proponente (quando aplicável);
• Limite de 5% para captação de recursos;
• Teto para cachês artísticos (até R$ 50 mil para grupos e R$ 25 mil para artistas individuais, por apresentação).

Também é obrigatória a adoção de medidas de acessibilidade, com pelo menos uma ação para projetos de até R$ 100 mil e duas ações para valores superiores.

Comunicação e visibilidade

Os projetos deverão incluir a marca do Governo do Ceará e da Secult em todas as peças de divulgação, além da menção obrigatória ao apoio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Todo o material deve ser aprovado previamente pela Assessoria de Comunicação da Secult.

Monitoramento e prestação de contas

A execução será acompanhada por equipe técnica da Secult, com possibilidade de visitas presenciais e solicitação de informações a qualquer momento.

A prestação de contas deve ser apresentada em até 60 dias após o fim da execução, podendo variar conforme o valor captado:

• Até R$ 200 mil: relatório de execução do objeto;
• Acima de R$ 200 mil: relatório físico e financeiro completo.

Os projetos devem comprovar resultados por meio de registros, documentos e produtos culturais gerados.

Fortalecimento da política cultural

O Edital Mecenas 2026 amplia o alcance do incentivo fiscal no Ceará, promovendo não apenas a produção artística, mas também a formação, a inclusão social, a acessibilidade e a sustentabilidade.
Com regras mais detalhadas e foco em transparência e impacto, a política reafirma o papel da cultura como vetor de desenvolvimento e garante novas oportunidades para artistas, produtores e instituições em todo o estado.

Serviço

Edital Mecenas do Ceará 2026

📍 Inscrições: de abril a outubro de 2026
🌐 Onde se inscrever: Mapa Cultural do Ceará (https://mapacultural.secult.ce.gov.br/oportunidade/7688/)
📧 Dúvidas: editalmecenas@secult.ce.gov.br
📞 Atendimento: (85) 98109-2950 / (85) 3106-4468

 

  • FONTE | Secretaria de Cultura do Estado do Ceará – Secultce

Neste 29 de abril, celebramos com orgulho e reverência os 80 anos de vida de Geraldo Amâncio, um dos maiores nomes do repente brasileiro e uma referência viva da cultura popular nordestina.

Mestre da Cultura Cearense, Geraldo Amâncio construiu uma trajetória marcada pelo talento, pela sensibilidade e pelo compromisso com a arte de improvisar. Sua viola não apenas acompanha versos — ela traduz a alma do sertão, ecoa a sabedoria do povo e perpetua uma tradição que atravessa gerações.

Reconhecido nacionalmente e respeitado além das fronteiras do Brasil, seu nome tornou-se sinônimo de excelência no repente. Em cada apresentação, em cada desafio, ele reafirma a força da poesia oral, elevando a cultura nordestina aos mais altos patamares.

Celebrar seus 80 anos é mais do que homenagear um artista: é reconhecer uma vida inteira dedicada à cultura, à palavra e à identidade do nosso povo. É agradecer por cada verso, cada rima e cada momento em que sua arte emocionou plateias e fortaleceu nossas raízes.

Vida longa ao mestre Geraldo Amâncio! Que sua voz e sua viola continuem inspirando gerações e mantendo viva a chama da poesia popular.

#VIVAGERALDOAMÂNCIO

#VivaCulturaPopulae

#VivaoRepente

Nova ferramenta digital gratuita integra ecossistema do CultBR, simplifica o lançamento e a gestão de editais de fomento para estados e municípios e amplia a transparência nos repasses culturais

 

Para apoiar estados e municípios na execução da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, o Ministério da Cultura (MinC) apresenta uma nova solução digital: o CultBR Editais. A ferramenta gratuita e integrada ao ecossistema do CultBR foi desenvolvida para otimizar a administração de editais culturais em todo o país. Por meio dela, os gestores públicos poderão criar e adaptar chamamentos com base em modelos oficiais do MinC, além de receber inscrições e propostas de maneira integralmente digital.

“Nosso compromisso é fazer com que a política cultural chegue de forma concreta, estruturada e eficiente a cada canto do Brasil. Isso só é possível quando o Governo do Brasil fortalece estados e municípios, valoriza o papel dos gestores culturais e oferece instrumentos reais para que a política pública aconteça na ponta. O Cult Editais traduz essa visão da nossa gestão: menos burocracia, mais capacidade de execução, mais transparência e mais presença do Estado nos territórios. Fortalecer quem executa a política cultural é fortalecer o direito à cultura para o povo brasileiro”, avalia a ministra da Cultura, Margareth Menezes.

A ferramenta foi personalizada para que os editais atendam às regras e padrões de dados da Política Nacional Aldir Blanc, conferindo segurança aos entes federativos e favorecendo a consolidação de informações sobre a execução da Política em todo o país.

“A Política Nacional Aldir Blanc representa um marco de previsibilidade e estruturação para o fomento cultural no Brasil. Com o lançamento do Cult Editais, damos mais um passo decisivo para garantir que esses recursos cheguem na ponta com segurança e eficiência. É a tecnologia aliada à gestão pública para democratizar o acesso e fortalecer a cultura como uma verdadeira política de Estado em todos os territórios”, destaca o secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares.

A solução também permite avaliar os projetos com maior organização, divulgar os resultados com ampla transparência e manter um canal direto de comunicação com os agentes culturais.

“O Cult Editais foi pensado para simplificar a vida de quem faz a gestão cultural nos estados e municípios, além de facilitar o acesso para a sociedade civil. Ao integrar todas as fases, desde a criação do edital até o envio de informações para a prestação de contas, em um único ambiente, nós reduzimos a burocracia, ampliamos a transparência e garantimos uma memória institucional robusta para a política pública”, ressalta o secretário-executivo adjunto do MinC, Cassius Rosa.

Desenvolvido pelo MinC, em parceria com o Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a nova ferramenta do CultBR é mais uma passo para a consolidação do sistema que que unifica o planejamento, o monitoramento e a execução.

A iniciativa amplia o alcance das oportunidades e integra dados essenciais, consolidando-se como uma das mais importantes ações de inovação da gestão cultural brasileira. O resultado dessa modernização se traduz em mais agilidade para quem administra os recursos, mais acesso para quem faz a cultura acontecer e mais transparência para toda a sociedade.

#CurtaSãoLuiz | O espetáculo Ceará Minha Terra Meu Viver, do Grupo de Tradições Folclóricas Raízes Nordestinas, reúne danças e músicas do nosso cancioneiro para celebrar as raízes, os costumes e a identidade do povo cearense.
Uma apresentação que convida o público a se reconectar com a riqueza da nossa cultura.
🗓 22/04 (quarta)
🕧 12h30
📍 Foyer do Cineteatro São Luiz
🎟 Entrada gratuita
🧑‍🧑‍🧒‍🧒 Classificação: Livre
⏱ 60 min
📌 O Cineteatro São Luiz é um equipamento da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará (@secultceara), gerido em parceria pelo Instituto Dragão do Mar (@institutodragaodomar).

Em alusão ao Abril Indígena, o Neabi do Campus Cedro promove, ao longo do mês, atividades voltadas à valorização, visibilidade e reconhecimento das lutas e contribuições dos povos indígenas no Brasil.

Em 23/4, às 9h40, no auditório principal, cine-debate a partir dos documentários: “Troncos Velhos” e “Quem é índio? A questão da identidade entre os povos indígenas do Ceará (2020)”.

Um momento de reflexão e diálogo a partir de produções audiovisuais que trazem à tona vivências e resistências indígenas.
Para saber mais, acompanhe a página do Instagram do Neabi campus Cedro

 

FONTE: (@neabicedro).

Durante o evento, gestoras e gestores municipais apresentaram as conquistas e avanços no setor cultural de suas cidades com o novo Programa de Fortalecimento do Sistema Estadual da Cultura (Pro-Siec) do Governo do Ceará

Foto: Jeny Sousa

Após um intenso primeiro dia de atividades e a celebração dos 60 anos da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), o 5º Encontro do Sistema Estadual de Cultura do Ceará (Siec) completou sua jornada de fortalecimento e avanços da gestão pública de Cultura em nosso estado. Nesta sexta-feira (27), o evento foi marcado pelo compartilhamento de experiências e avanço da cooperação entre os municípios.

>> Fortalecendo a Cultura, 5º Encontro do SIEC reúne representantes de 181 Municípios Cearenses
>> Secult Ceará celebra 60 anos com sessão solene e programação artística no Theatro José de Alencar

A programação reuniu gestores, técnicos e representantes institucionais em debates, plenária e anúncios de novas ações estruturantes para o desenvolvimento das políticas públicas de Cultura no Ceará. Durante o Encontro, cada município fez a diferença para movimentar o estado e a Cultura feita pelos cearenses.

A conclusão do evento foi marcada pelo anúncio de um Pacote de Ações para a Cultura do Ceará e por apresentações de experiências bem-sucedidas implementadas em municípios cearenses com o uso de recursos transferidos Fundo a Fundo, a partir do novo Programa de Fortalecimento do Sistema Estadual da Cultura (Pro-Siec) do Governo do Ceará.

Foto: Jeny Sousa

“Temos quase a integralidade de municípios cearenses e a equipe técnica da Secretaria da Cultura juntos para planejar, avaliar e pactuar os próximos passos das políticas públicas de Cultura do Ceará. O Encontro representa um elemento central que é a cooperação entre o governo do estado e os municípios. Sem parcerias e as mãos dadas, é impossível garantir o direito à Cultura de nossa população e assegurar trabalho, dignidade e investimento na classe artística e cultural do nosso estado”, reforça a secretária da Cultura do Ceará, Luisa Cela.

Parceria e cooperação

O segundo dia de evento iniciou com apresentação cultural da CIA Ciclos, do município de Tabuleiro do Norte, abrindo a programação com uma performance que reforçou a diversidade artística e o protagonismo cultural dos territórios cearenses.

Em seguida, a mesa “Experiências exitosas da 1ª Convocatória Fundo a Fundo” reuniu representantes dos municípios de Novo Oriente, Solonópole, Paracuru e Fortaleza, que divulgaram resultados e aprendizados na execução de recursos descentralizados para a cultura, evidenciando os avanços na implementação do modelo de financiamento direto aos municípios.

Durante o debate, foram destacadas iniciativas que ampliaram o acesso a bens e serviços culturais, fortaleceram a economia criativa local e consolidaram mecanismos de planejamento e transparência na gestão dos recursos públicos. As experiências apresentadas demonstraram o impacto positivo do repasse fundo a fundo como instrumento de fortalecimento do Sistema Estadual de Cultura e de estímulo à autonomia dos municípios.

Foto: Jeny Sousa

“É uma prática que nós temos aqui na Secretaria da Cultura de convidar parceiras e parceiros de todo o estado para debater e avançar boas práticas de gestão cultural. É um momento também para que eles possam estreitar a relação um com o outro e aqui é discutido de tudo. Tratamos dos desafios dos municípios, as boas práticas que cada cidade tem realizado na construção das políticas públicas e as demandas nas Secretarias de suas regiões”, contextualizou o secretário Executivo da Cultura do Ceará, Rafael Felismino.

Na sequência, a mesa “Prefeitos da Cultura: Experiências exitosas em investimento próprio dos municípios na cultura” reuniu gestores de Cascavel, Uruoca e Fortaleza, que apresentaram estratégias de financiamento e políticas municipais voltadas à valorização das expressões culturais locais.

O Encontro evidenciou o compromisso das administrações municipais com a cultura como vetor de desenvolvimento social, econômico e identitário, além de reforçar a importância da integração entre os entes federativos para a consolidação das políticas culturais.

Foto: Jeny Sousa

“Estamos com um número expressivo de secretários, dirigentes e equipes técnicas nesse momento de consolidação e pactuação de metas para os próximos investimentos da Secretaria da Cultura do Ceará”, destacou o coordenador de Articulação Regional e Participação da Secretaria da Cultura do Ceará, Fábio Santiago.

Foto: Jeny Sousa

“O Encontro é o momento de confraternização, reconhecimento e validação do trabalho de anos dos municípios, da Secult Ceará e  de todos os fazedores da Cultura”, observa a Analista da Área da Cultura da Aprece, Vládia Cosmo.

Comissão Intergestores Bipartite (CIB): mecanismo de pactuação e fiscalização da execução das Políticas Públicas

Nesta sexta-feira, o Ceará instituiu a primeira Comissão Intergestores Bipartite (CIB) da Cultura. “Esse é um passo fundamental para a estruturação e consolidação das políticas públicas culturais em nível estadual, funcionando como uma instância de pactuação entre o Governo Estadual e as Secretarias Municipais de Cultura”, destaca a secretária da Cultura Luisa Cela. A CIB garante a descentralização, a eficiência na aplicação de recursos e a implementação do Sistema Nacional de Cultura (SNC).

Durante a mesa que formalizou a criação da Comissão, Roberta Martins, a secretária de Articulação Federativa e Comitês da Cultura (Minc) enfatizou a necessidade de ousadia para a construção de Políticas Públicas. Ela destacou a criação da CIB no Ceará pela  secretária Luisa Cela, como um grande avanço, que representa uma nova abordagem na reestruturação do estado brasileiro. Segundo Roberta, essa iniciativa institui novas formas de pactuação de ações centrais para a estruturação das políticas públicas. “Isso significa olhar para além de quem está aqui representando. Estamos pactuando, fiscalizando e executando”, afirmou.

Foto: Jeny Sousa

Implementar a CIB hoje no estado significa melhorar os serviços públicos da Cultura no Ceará, tendo sempre como meta o direito à política pública de cultura no estado. “Saber quais os nossos serviços de cultura e quanto é preciso para colocarmos em prática, é fundamental. E a CIB vem para fortalecer as formas de governança, e isso passa pela Cultura. No futuro, essas pactuações ajudarão na construção de um sistema nacional de financiamento público, destacou Roberta.

“Essa luz e essa história que o Ceará carrega nas Políticas Culturais, colocam o estado em posição de vanguarda na proposição e elaboração das políticas para a cultura no país” , finalizou a secretária de Articulação Federativa e Comitês da Cultura do Minc.

Novo Pacote de Ações para a Cultura do Ceará é anunciado no 5º Encontro do SIEC

O 5º Encontro do Sistema Estadual de Cultura (SIEC) culminou com o anúncio de um Novo Pacote de Ações para a Cultura do Ceará. O evento contou com a participação de representantes do Ministério da Cultura (MinC), do Ministério da Educação (MEC), da Universidade Federal do Ceará (UFC), da Secretaria Estadual da Educação (Seduc) e da Secretaria Municipal de Cultura de Fortaleza (Secultfor), reforçando a pactuação federativa voltada para a garantia do Direito à Cultura e ao fortalecimento da parceria entre cultura e educação para a promoção da Cidadania Cultural.

Na oportunidade, a secretária da Cultura do Ceará, Luisa Cela, detalhou as seguintes iniciativas:

>> 3ª Convocatória Fundo a Fundo: Destinação de R$ 30 milhões do Tesouro Estadual;

>> Arte e Cultura na Educação em Tempo Integral: Lançamento de uma parceria entre MEC, MinC, Seduc Ceará e Secult Ceará;

>> Ceará Sinfônico: Criação do Programa Integrado de Fomento à Música Instrumental Cearense de Concerto e de Apoio às Bandas de Música. Esta ação integra o Sistema Estadual de Bandas de Música do Ceará (SEBEM), em parceria com a UFC e o Cetrede;

Foto: Jeny Sousa

>> Ações do Sistema Estadual de Espaços Cênicos e Teatros (SET): Lançamento das Rotas Cênicas, Município Amigo do Circo e Ações Continuadas, integrando as celebrações do Dia do Circo e do Teatro no Ceará;

>> Entrega de kits de livros: Ação do Sistema Estadual de Bibliotecas (SEBP), contemplando 20 municípios das regiões do Sertão de Crateús e do Sertão dos Inhamuns;

Foto: Jeny Sousa

>> Arranjos Regionais do Audiovisual: Investimento total de R$ 35 milhões, sendo R$ 25 milhões de recursos federais e R$ 10 milhões de recursos próprios do Estado. O Termo de Complementação estabelece uma contrapartida de R$ 5 para cada R$ 1 investido pelo estado, com teto de R$ 30 milhões. O aporte estadual será o dobro da contrapartida mínima exigida (R$ 5 milhões), totalizando R$ 10 milhões. A divisão dos recursos federais será de R$ 25 milhões para o Estado e R$ 5 milhões para o município (Fortaleza).

 

FONTE: Secretaria de Cultura do Estado do Ceará | SECULT-CE

Integração ao Sistema Estadual fortaleca planejamento, amplia acesso a recursos e reconhece compromisso do municipio com a cultura!

 

A cultura de um povo não se sustenta apenas na memória – ela precisa de estrutura, planejamento, disseminação, educação e reconhecimento institucional para florescer de forma contínua. Em Cedro, esse entendimento tem guiado uma política pública que agora alcança um novo patamar. Ao conquistar a certificação de integração ao sistema estadual de cultura, o município não apenas organiza seus dados: reafirma seu compromisso com artistas, tradições e com a própria identidade coletiva que atravessa gerações.
O município de Cedro recebeu oficialmente o certificado de integração ao IB-SIEC 2026 (Informações Básicas do Sistema Estadual de Cultura do Ceará), concedido pela Secretaria da Cultura do Estado (SECULT), por meio do Programa de Fortalecimento do Sistema Estadual da Cultura. A certificação atesta que o município está alinhado às diretrizes estaduais no que diz respeito à organização, monitoramento e transparência das informações culturais. Na prática, isso significa que Cedro passa a integrar de forma plena o banco de dados que orienta políticas públicas culturais em todo o Ceará.
Mais do que um reconhecimento formal, a integração ao sistema representa um avanço estratégico para a gestão cultural do município. Com dados atualizados e sistematizados, a administração pública ganha maior capacidade de planejamento e execução de ações voltadas ao setor.
O prefeito Nilson Diniz destacou que a conquista é resultado de um trabalho contínuo de organização administrativa e valorização da cultura local.  “Este certificado não é apenas um documento formal, mas a prova de que Cedro trata a cultura com a seriedade que ela merece. Estar integrado ao sistema estadual nos permite planejar o futuro com dados precisos e garantir que os investimentos cheguem na ponta, beneficiando nossos artistas e preservando nossa história.”
A fala reforça a compreensão de que a cultura, além de expressão simbólica, também exige gestão técnica para alcançar resultados concretos.
Ampliação do acesso a recursos e oportunidades
Um dos principais impactos da certificação está na ampliação das possibilidades de captação de recursos. Municípios integrados ao sistema estadual possuem maior facilidade para acessar editais, programas de fomento e repasses financeiros da SECULT. Essa condição coloca Cedro em posição estratégica para fortalecer iniciativas culturais, apoiar artistas locais e incentivar a produção cultural em diferentes linguagens. Além disso, a integração contribui para que os investimentos sejam realizados de forma mais eficiente, com base em indicadores reais e diagnósticos precisos.
A conquista da certificação reforça uma visão de cultura como vetor de desenvolvimento social e econômico. Ao estruturar melhor suas políticas, o município cria condições para que eventos, projetos e manifestações culturais ganhem escala e reconhecimento. Mais do que preservar tradições, a iniciativa abre caminhos para inovação, geração de renda e fortalecimento do sentimento de pertencimento da comunidade.
Benefícios diretos para a gestão cultural
A adesão ao IB-SIEC traz uma série de ganhos estruturais para o município:
– Transparência: consolidação e disponibilização de dados culturais de forma acessível
– Planejamento: definição de metas a partir de indicadores concretos
– Recursos: maior regularidade no acesso a políticas de fomento estadual
– Valorização: fortalecimento da identidade cultural e dos agentes locais
Esses elementos permitem que a política cultural avance de forma consistente, com impacto direto na vida dos fazedores de cultura e da população.
FONTE: Prefeitura Municipal de Cedro | ASCOM

A Biblioteca Pública Cândido Acrísio Costa (Tio Acrísio) recebeu oficialmente a certificação do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP).
Emitido pelo Ministério da Cultura, esse documento (Cadastro CE03808P001) insere Cedro em uma rede estratégica de fortalecimento da literatura e das políticas públicas de leitura em todo o Brasil.

O que muda com isso?
A integração facilita o acesso a novos programas, recursos e parcerias federais, garantindo que nossa biblioteca continue sendo um espaço vivo de conhecimento, aprendizado e cidadania para todos os cedrenses.

É a Prefeitura de Cedro trabalhando para elevar o nível da nossa educação e valorizar nossa identidade cultural.

 

FONTE: Prefeitura Municipal de Cedro

A capital de todos os cearenses está em festa. Fortaleza comemora 300 anos de história, reafirmando sua relevância como um dos principais centros culturais do País. Para marcar a data, a Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará) preparou uma programação que destaca a diversidade artística e o patrimônio cultural da cidade.

Os espaços públicos de cultura do Governo do Ceará, sediados em Fortaleza, recebem uma série de atividades que contemplam diferentes linguagens artísticas e homenageiam a capital cearense. A programação gratuita inclui apresentações musicais, espetáculos teatrais, visitas guiadas, rodas de conversa, entre outras manifestações artísticas. É o público e nossa arte em uma grande celebração coletiva.

As comemorações começam nesta sexta-feira (10) e prosseguem durante o mês de abril. No sábado (11), às 9h, o Museu Ferroviário Estação traz uma oportunidade única para conhecer a história da capital cearense com o percurso “A cidade e os trilhos: 300 anos de Fortaleza”. Às 17h, o espetáculo infantil “Iracema” é destaque no Teatro Carlos Câmara. Outra ótima pedida é às 18h, no Theatro José de Alencar, que recebe a apresentação inédita da Camerata da Orquestra Sinfônica Nacional da China.

Além de celebrar a memória, a programação também propõe um olhar para o futuro e destaca a potência criativa de Fortaleza e sua importância no cenário cultural contemporâneo.

 

Música que inspira

As apresentações musicais dialogam com diferentes matrizes culturais, sonoridades e territórios da capital cearense

Na sexta-feira, 10, às 18h, o Teatro Carlos Câmara traz a nova apresentação do cantor, compositor e violonista cearense Bernardo Neto. O show “Da Canção ao Coração” adentra composições autorais e parcerias do músico, além de interpretações de obras marcantes de artistas como Raimundo Fagner, Rodger Rogério e Belchior.

No sábado, 11, às 18h, o Theatro José de Alencar recebe a apresentação inédita da Camerata da Orquestra Sinfônica Nacional da China. O grupo de músicos entrega um concerto especial que celebra a amizade entre Brasil e China. Esta experiência única, que une a tradição musical chinesa com influências da música ocidental, é apresentada por uma das orquestras mais respeitadas da Ásia.

Na Estação das Artes, às 18h, acontece o shhow “Na Terra do Sol + Tributo a The Gladiators”, com Donaleda e DJ Lucas O Gera. No domingo (12), às 12h30, o Mercado AlimentaCE entrega mais uma edição do”Almoço no Mercado”, com o grupo Os Muringa.

Em abril, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) celebra o aniversário de 65 anos do Bom Jardim e 300 anos de Fortaleza. No dia 24, às 10h, o grupo +Melanina, formado por musicistas das periferias de Fortaleza e de outras regiões do estado, apresenta um espetáculo que conecta samba e reggae, abordando temas como racialidade, potência feminina e vivências periféricas.

No dia 26, às 16h, o Hub Cultural Porto Dragão abre as portas para o Festival ”Tributo a Jumentaparida”, da Associação Cearense do Rock (ACR).

 

Que tal celebrar Fortaleza no Teatro?

Os espetáculos cênicos integram a programação com propostas que exploram a memória da cidade, a ocupação do espaço público e a valorização das poéticas populares.

Entre os dias 10 e 12 de abril, o Hub Cultural Porto Dragão amplia o acesso do público à produção teatral contemporânea com a montagem “(Um) Bom Crioulo”.

Dia 15, às 17h, o Theatro José de Alencar (TJA) traz o espetáculo “Maquinamário – Barroco Sonho-Cidade para um Descomunal Poeta”. O trabalho apresenta a trajetória do poeta cearense Mário Gomes (1947-2014) e transforma a cidade em protagonista, destacando o teatro de rua como linguagem de memória social.

No dia 22 de abril, o Cineteatro São Luiz apresenta o espetáculo “VORA-CIDADE”, com Ricardo Guilherme. No palco, o grande nome das artes cênicas do Brasil presta homenagem aos 300 anos de Fortaleza e convida o público a refletir sobre a relação entre cidade e experiência urbana.

Tem espetáculo infantil de dança

No Teatro Carlos Câmara, o sábado (11) será marcado pelo espetáculo infantil de dança “Iracema”, de Rosa Primo.

No domingo (12), às 17h, no Pátio Artur Guedes do Teatro Carlos Câmara, será apresentado o espetáculo “O Bode Quer”, de Evan Teixeira, dentro do Programa A Céu Aberto. A programação segue, às 18h30, com o espetáculo “Ritos de Passagem”, de Rafael Abreu.

 

Literatura e nossas histórias

A literatura e a oralidade integram a programação e se destacam como elementos fundamentais na preservação das memórias e histórias da cidade.

No Centro Cultural Bom Jardim, dia 18, às 17h, a contação de histórias “O bode Ioiô e outras histórias”, com Júlia Barros e Almir Mota, celebra a tradição oral e a cultura popular, reunindo literatura, música e brincadeiras em uma experiência voltada ao público infantil.

No dia 29, às 19h, o Theatro José de Alencar recebe o lançamento do livro “Fortitudine – Reino de Luz”, do escritor Diego Pontes, obra que dialoga com elementos históricos e simbólicos da cidade em uma narrativa voltada ao público jovem.

 

Exposições para visitar

Nessa data tão especial, os espaços públicos de Cultura do Governo do Ceará contam com exposições que abordam memória, identidade e pertencimento, além de ações formativas que estimulam a criação artística.

Durante o mês de abril, a Biblioteca Pública Estadual do Ceará (Bece) convida o público para a exposição “Galeria Folheada – A cidade que se lê: Fortaleza 300 anos”. Organizada em núcleos temáticos, a atração evidencia livros, documentos e imagens que atuam como instrumentos vivos de preservação e interpretação da experiência urbana.

No dia 24, às 10h, a mostra da Bece é completada com a roda de conversa “Fortaleza 300 anos: memórias negras, resistências e (in)visibilidades”,  com Hilário Ferreira, Gizelle Ferreira e Cicera Barbosa.  A mediação é de Arilson Dos Santos (Unilab).

Já no Hub Cultural Porto Dragão, até o dia 29 de abril, acontece a exposição “Ave Eva: Transcendendo Asas – Meu corpo aprisionado querendo voar”, da Banida Plataforma. A proposta é uma reflexão sensível sobre corpo, identidade e liberdade, ampliando o diálogo entre arte e subjetividade.

Em abril, de quarta a domingo, o Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS) celebra os 300 anos de Fortaleza com a exibição de “Do Ponto ao Patrimônio”. A obra nos leva a explorar de forma virtual prédios como o Cineteatro São Luiz, o Museu da Imagem e do Som, o Edifício São Pedro, entre outros.

A programação inclui ainda as exposições permanentes e temporárias no Museu de Arte Contemporânea do Ceará, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, fortalecendo a presença das artes visuais nas celebrações da cidade.

 

Viver a cidade e sua Cultura

Em abril, ações educativas e de mediação cultural fortalecem o vínculo entre público, patrimônio e memória da cidade. Essas iniciativas reafirmam o papel dos espaços públicos de Cultura do Estado na formação cidadã e valorização da memória coletiva.

No sábado (11), às 9h, o Museu Ferroviário Estação João Felipe realiza o percurso “A cidade e os trilhos: 300 anos de Fortaleza”. A rota percorre o Museu Ferroviário Estação João Felipe, Praça da Estação, Praça dos Mártires (Passeio Público), Caixa Cultural Fortaleza e a Ponte Metálica/Ponte Velha do Poço da Draga.

Dia 15, às 18h, no Bloco H, sala H3 da Universidade Estadual do Ceará (Uece), o Museu Ferroviário realiza a palestra “Um legado sobre os trilhos: lugares de trabalho ferroviário que escrevem a história de Fortaleza”.

Já o Sobrado Dr. José Lourenço apresenta, no sábado (11), às 8h, a roda de conversa “Entre Marés e Memórias: Andanças pelo Mucuripe nos 300 Anos de Fortaleza”, com Acervo Mucuripe (Diego Di Paula). O ponto de concentração é o Mercado dos Peixes do Mucuripe (Avenida Beira Mar, 3479, Mucuripe – Fortaleza/CE).

Também no sábado (11), às 9h, a KUYA – Centro de Design do Ceará traz o Encontro Inaugural do Rede Oitão – Jornal Comunitário do Moura Brasil. A iniciativa conta com roda de conversa e visita mediada pela exposição “Somos Todos Moura Brasil”.

No Cineteatro São Luiz, o público poderá participar de visitas mediadas gratuitas durante o mês de abril, proporcionando uma experiência de aproximação com a história e a arquitetura do equipamento cultural.

 

Para mergulhar na memória de Fortaleza

Dia 18, às 15h30, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, a oficina Memórias da Cidade: patrimônio cultural e colagem em Fortaleza propõe uma atividade formativa que estimula a criação artística e a reflexão sobre identidade e pertencimento.

Nos dias 8, 15 e 22 de abril de 2026, sempre às quartas-feiras, das 12h30 às 13h30, a Pinacoteca do Ceará realiza a atividade “Pouso do Trabalhador – A arte do Kirigami” e a cidade de Fortaleza, com Franklin Ferreira, no hall do equipamento. A ação tem classificação indicativa livre, conta com acessibilidade em Libras e oferece 15 vagas gratuitas, preenchidas por ordem de chegada.

No dia 16 de abril de 2026, quinta-feira, das 16h às 17h, acontece a visita temática “Fortaleza e periferia: cultura e resistências”, com Ka Araújo, realizada na exposição “Existências paralela – acervo em (des)construção”. A atividade tem classificação indicativa livre, acessibilidade em Libras e disponibiliza 20 vagas gratuitas, com acesso a partir de uma hora antes do início.

Ainda no dia 16 de abril, das 17h às 18h, será realizada a Conversa de Ateliê “Cidade Solar, uma juventude perene”, com Fernanda Meireles, no Ateliê 3. A atividade é gratuita, com classificação indicativa livre, acessibilidade em Libras e 30 vagas, preenchidas por ordem de chegada.

No dia 18 de abril de 2026, sábado, das 15h às 17h, acontece a oficina “Desenhando Fortalezas”, com Amanda Oliveira e Léo Tomaz. A atividade terá saída da Pinacoteca do Ceará em direção à Praça dos Leões e ao Parque da Liberdade, com transporte em micro-ônibus para os participantes. A oficina é gratuita, possui classificação indicativa livre, acessibilidade em Libras e oferece 15 vagas, disponíveis a partir de uma hora antes da atividade.

Encerrando a programação, no dia 25, das 16h às 17h, será apresentada a performance “Rotas”, com Léo Silva, no hall de entrada da Pinacoteca do Ceará. A atividade é gratuita, com classificação indicativa livre, e disponibiliza 50 vagas, preenchidas por ordem de chegada. Em seguida, das 17h às 18h, ocorre a Conversa de Ateliê “Rotas”, também com Léo Silva, no mesmo local, com acesso gratuito por ordem de chegada.

 

FONTE: Secult/CE

A criação da Política Nacional das Artes (PNA) foi oficializada com a assinatura pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, do Decreto nº 12.916, de 30 de março de 2006. A iniciativa tem como finalidade ampliar o acesso e promover o direito da população brasileira às artes como parte do exercício dos direitos culturais, de acordo com o artigo 215 da Constituição.

“Agora temos um marco legal que reconhece a importância da proteção, valorização e da promoção das artes do nosso país”, destacou a ministra da Cultura, Margareth Menezes.

A presidenta da Fundação Nacional das Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), Maria Marighella, salientou a relevância do decreto para a cultura brasileira.

“Sejam bem-vindos à Política Nacional das Artes, porque o Brasil das Artes é o Brasil soberano. O decreto que institui a PNA é um marco institucional fundamental para a proteção das artes brasileiras. É defender as artes como riqueza do Brasil, como dimensão específica e singular do conteúdo cultural brasileiro, que, portanto, precisa de políticas próprias que as organizem dentro de um sistema, de um ecossistema, de uma ecologia das artes”, enfatizou.

O documento traz um conjunto de premissas, princípios, diretrizes e objetivos para orientar o Estado brasileiro, assim como agentes e instituições artísticas da sociedade civil, na promoção do direito às artes e na sua proteção.

De acordo com o decreto são consideradas linguagens artísticas as diferentes formas de criação ou de expressão humanas no campo das artes, entre elas as artes visuais, cinema, dança, circo, literatura, música e teatro.

A PNA tem como beneficiários os diversos grupos sociais que compõem a população brasileira, sobretudo os agentes culturais, reconhecidos como os como os principais promotores do direito de fruição das artes junto à população.

Objetivos

Entre os objetivos da Política Nacional das Artes estão: ampliar o direito às artes, com vistas a promover o acesso aos meios de produção, de informação, de comunicação, de expressão, de criação e de fruição artísticas em todo o território nacional; e proteger e valorizar a memória das artes brasileiras, por meio da salvaguarda, do registro, da preservação e da difusão das práticas, dos saberes e dos acervos artísticos, com a utilização das ferramentas tecnológicas disponíveis. Também irá atuar para valorizar os mestres e as mestras das artes e das culturas tradicionais e populares, seus saberes e suas práticas; e fomentar ações que favoreçam e estimulem a transmissão intergeracional dos saberes e dos fazeres artísticos das culturas tradicionais e populares.

Princípios

A PNA está calcada em sete princípios: diversidade das expressões artístico-culturais; liberdade de manifestação, de criação e de expressão artística e cultural; valorização da inventividade; territorialidade da produção e da fruição artísticas; pluralidade de perspectivas, de interesses e de valores decorrentes dos recortes geracionais, de gênero, étnico-raciais e regionais da população; inclusão e a acessibilidade; e compromisso com o desenvolvimento sustentável, a justiça climática e a responsabilidade socioambiental.

Diretrizes

Entre as diretrizes da Política destacam-se a proteção dos agentes culturais, dos seus ofícios e das suas ocupações, de modo a efetivar direitos à seguridade social e a condições dignas de trabalho, e a valorização de ações continuadas de escolas livres, de coletivos, de grupos, de espaços e de eventos artísticos, inclusive de pontos e de pontões de cultura, que promovam e ampliem o acesso às artes de modo regular e permanente.

A governança da PNA se dará em regime de cooperação e de colaboração entre os entes federativos, os agentes culturais e a sociedade civil. Caberá ao Ministério da Cultura a coordenação. A adesão dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios será feita por meio de instrumento próprio e a participação social pelo Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e dos colegiados a ele vinculados.

“A Política Nacional das Artes afirma a vocação de proteção que é papel da União, dos estados, do DF, dos municípios, e evoca também as instituições privadas de interesse público, que promovem, que realizam, que criam, e que precisam de um marco de formulação de políticas, de consensos, de troca de diálogo. Isto é necessário para criar instâncias que sejam protetoras, organizar o fomento próprio, fundos específicos para o campo artístico, organizar a economia das artes do Brasil e garantir as artes como direito, como cidadania, como acesso”, ressaltou Maria Marighella.
E acrescentou: “temos muito a celebrar e, agora, publicar o Programa Brasil das Artes, que organiza a PNA no âmbito federal, fazer conquistar os entes federados e sobretudo, as gentes, os artistas, essa grande rede das artes, para que animem, deem vida, corporifiquem, encarnem os efeitos dessa política”, concluiu a presidenta da Funarte.

Elaboração

A construção da Política Nacional das Artes começou em 2015, com reuniões e encontros setoriais e temáticos em todas as regiões do Brasil. Interrompido no ano seguinte, o processo foi retomado em 2023.

Em março de 2024, na IV Conferência Nacional de Cultura, em Brasília, foi instituído o Grupo de Trabalho do Ministério da Cultura (MinC). Teve como propósito consolidar dados sobre políticas e ações para as artes e elaborar o Plano de Ação para implementar a PNA, em conexão com o Marco Regulatório do Fomento à Cultura, sancionado em 2024.

O resultado foi o texto-base Brasil das Artes: Uma Política Nacional, feito com o intuito de produzir subsídios para a elaboração e efetivação da Política Nacional das Artes. O grupo foi coordenado pela Funarte.

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