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Evento

III Encontro Herança Nativa em Viçosa do Ceará começou ontem dia 17 e está programado até amanhã 19 de abril de 2026. O evento é uma celebração da ancestralidade e da diversidade cultural, reunindo povos originários e comunidades tradicionais de todo o estado.

Aqui estão os destaques musicais confirmados:
Show de Marcos Lessa: Sexta-feira, dia 17 de abril, às 22h30.
.Show “Silvero Interpreta Belchior”: Sábado, dia 18 de abril, às 22h, com Silvero Pereira.

Detalhes do Evento
Data: 17 a 19 de abril de 2026.

Localização: Viçosa do Ceará, com atividades centradas no Pólo Turístico Igreja do Céu.

Público-alvo: Representantes indígenas, ciganos, quilombolas, comunidades sertanejas e serranas.

Entrada: A programação é gratuita e aberta ao público.

O encontro promove uma troca de saberes através de diversas expressões culturais e práticas históricas:

Apresentações Culturais: Rodas de canto, danças tradicionais e música regional.

Espiritualidade e Saberes: Momentos dedicados às práticas espirituais e à transmissão de conhecimentos ancestrais por mestres e lideranças.

Gastronomia e Cultivo: Vivências focadas na alimentação tradicional e formas de cultivo desses povos.

Artesanato: Exposição de produtos e técnicas desenvolvidas pelas comunidades participantes.

O evento é realizado pelo Sesc Ceará em parceria com o Senac e a prefeitura local, buscando fortalecer a memória social e o reconhecimento das origens cearenses.

Em alusão ao Abril Indígena, o Neabi do Campus Cedro promove, ao longo do mês, atividades voltadas à valorização, visibilidade e reconhecimento das lutas e contribuições dos povos indígenas no Brasil.

Em 23/4, às 9h40, no auditório principal, cine-debate a partir dos documentários: “Troncos Velhos” e “Quem é índio? A questão da identidade entre os povos indígenas do Ceará (2020)”.

Um momento de reflexão e diálogo a partir de produções audiovisuais que trazem à tona vivências e resistências indígenas.
Para saber mais, acompanhe a página do Instagram do Neabi campus Cedro

 

FONTE: (@neabicedro).

A capital de todos os cearenses está em festa. Fortaleza comemora 300 anos de história, reafirmando sua relevância como um dos principais centros culturais do País. Para marcar a data, a Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará) preparou uma programação que destaca a diversidade artística e o patrimônio cultural da cidade.

Os espaços públicos de cultura do Governo do Ceará, sediados em Fortaleza, recebem uma série de atividades que contemplam diferentes linguagens artísticas e homenageiam a capital cearense. A programação gratuita inclui apresentações musicais, espetáculos teatrais, visitas guiadas, rodas de conversa, entre outras manifestações artísticas. É o público e nossa arte em uma grande celebração coletiva.

As comemorações começam nesta sexta-feira (10) e prosseguem durante o mês de abril. No sábado (11), às 9h, o Museu Ferroviário Estação traz uma oportunidade única para conhecer a história da capital cearense com o percurso “A cidade e os trilhos: 300 anos de Fortaleza”. Às 17h, o espetáculo infantil “Iracema” é destaque no Teatro Carlos Câmara. Outra ótima pedida é às 18h, no Theatro José de Alencar, que recebe a apresentação inédita da Camerata da Orquestra Sinfônica Nacional da China.

Além de celebrar a memória, a programação também propõe um olhar para o futuro e destaca a potência criativa de Fortaleza e sua importância no cenário cultural contemporâneo.

 

Música que inspira

As apresentações musicais dialogam com diferentes matrizes culturais, sonoridades e territórios da capital cearense

Na sexta-feira, 10, às 18h, o Teatro Carlos Câmara traz a nova apresentação do cantor, compositor e violonista cearense Bernardo Neto. O show “Da Canção ao Coração” adentra composições autorais e parcerias do músico, além de interpretações de obras marcantes de artistas como Raimundo Fagner, Rodger Rogério e Belchior.

No sábado, 11, às 18h, o Theatro José de Alencar recebe a apresentação inédita da Camerata da Orquestra Sinfônica Nacional da China. O grupo de músicos entrega um concerto especial que celebra a amizade entre Brasil e China. Esta experiência única, que une a tradição musical chinesa com influências da música ocidental, é apresentada por uma das orquestras mais respeitadas da Ásia.

Na Estação das Artes, às 18h, acontece o shhow “Na Terra do Sol + Tributo a The Gladiators”, com Donaleda e DJ Lucas O Gera. No domingo (12), às 12h30, o Mercado AlimentaCE entrega mais uma edição do”Almoço no Mercado”, com o grupo Os Muringa.

Em abril, o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) celebra o aniversário de 65 anos do Bom Jardim e 300 anos de Fortaleza. No dia 24, às 10h, o grupo +Melanina, formado por musicistas das periferias de Fortaleza e de outras regiões do estado, apresenta um espetáculo que conecta samba e reggae, abordando temas como racialidade, potência feminina e vivências periféricas.

No dia 26, às 16h, o Hub Cultural Porto Dragão abre as portas para o Festival ”Tributo a Jumentaparida”, da Associação Cearense do Rock (ACR).

 

Que tal celebrar Fortaleza no Teatro?

Os espetáculos cênicos integram a programação com propostas que exploram a memória da cidade, a ocupação do espaço público e a valorização das poéticas populares.

Entre os dias 10 e 12 de abril, o Hub Cultural Porto Dragão amplia o acesso do público à produção teatral contemporânea com a montagem “(Um) Bom Crioulo”.

Dia 15, às 17h, o Theatro José de Alencar (TJA) traz o espetáculo “Maquinamário – Barroco Sonho-Cidade para um Descomunal Poeta”. O trabalho apresenta a trajetória do poeta cearense Mário Gomes (1947-2014) e transforma a cidade em protagonista, destacando o teatro de rua como linguagem de memória social.

No dia 22 de abril, o Cineteatro São Luiz apresenta o espetáculo “VORA-CIDADE”, com Ricardo Guilherme. No palco, o grande nome das artes cênicas do Brasil presta homenagem aos 300 anos de Fortaleza e convida o público a refletir sobre a relação entre cidade e experiência urbana.

Tem espetáculo infantil de dança

No Teatro Carlos Câmara, o sábado (11) será marcado pelo espetáculo infantil de dança “Iracema”, de Rosa Primo.

No domingo (12), às 17h, no Pátio Artur Guedes do Teatro Carlos Câmara, será apresentado o espetáculo “O Bode Quer”, de Evan Teixeira, dentro do Programa A Céu Aberto. A programação segue, às 18h30, com o espetáculo “Ritos de Passagem”, de Rafael Abreu.

 

Literatura e nossas histórias

A literatura e a oralidade integram a programação e se destacam como elementos fundamentais na preservação das memórias e histórias da cidade.

No Centro Cultural Bom Jardim, dia 18, às 17h, a contação de histórias “O bode Ioiô e outras histórias”, com Júlia Barros e Almir Mota, celebra a tradição oral e a cultura popular, reunindo literatura, música e brincadeiras em uma experiência voltada ao público infantil.

No dia 29, às 19h, o Theatro José de Alencar recebe o lançamento do livro “Fortitudine – Reino de Luz”, do escritor Diego Pontes, obra que dialoga com elementos históricos e simbólicos da cidade em uma narrativa voltada ao público jovem.

 

Exposições para visitar

Nessa data tão especial, os espaços públicos de Cultura do Governo do Ceará contam com exposições que abordam memória, identidade e pertencimento, além de ações formativas que estimulam a criação artística.

Durante o mês de abril, a Biblioteca Pública Estadual do Ceará (Bece) convida o público para a exposição “Galeria Folheada – A cidade que se lê: Fortaleza 300 anos”. Organizada em núcleos temáticos, a atração evidencia livros, documentos e imagens que atuam como instrumentos vivos de preservação e interpretação da experiência urbana.

No dia 24, às 10h, a mostra da Bece é completada com a roda de conversa “Fortaleza 300 anos: memórias negras, resistências e (in)visibilidades”,  com Hilário Ferreira, Gizelle Ferreira e Cicera Barbosa.  A mediação é de Arilson Dos Santos (Unilab).

Já no Hub Cultural Porto Dragão, até o dia 29 de abril, acontece a exposição “Ave Eva: Transcendendo Asas – Meu corpo aprisionado querendo voar”, da Banida Plataforma. A proposta é uma reflexão sensível sobre corpo, identidade e liberdade, ampliando o diálogo entre arte e subjetividade.

Em abril, de quarta a domingo, o Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS) celebra os 300 anos de Fortaleza com a exibição de “Do Ponto ao Patrimônio”. A obra nos leva a explorar de forma virtual prédios como o Cineteatro São Luiz, o Museu da Imagem e do Som, o Edifício São Pedro, entre outros.

A programação inclui ainda as exposições permanentes e temporárias no Museu de Arte Contemporânea do Ceará, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, fortalecendo a presença das artes visuais nas celebrações da cidade.

 

Viver a cidade e sua Cultura

Em abril, ações educativas e de mediação cultural fortalecem o vínculo entre público, patrimônio e memória da cidade. Essas iniciativas reafirmam o papel dos espaços públicos de Cultura do Estado na formação cidadã e valorização da memória coletiva.

No sábado (11), às 9h, o Museu Ferroviário Estação João Felipe realiza o percurso “A cidade e os trilhos: 300 anos de Fortaleza”. A rota percorre o Museu Ferroviário Estação João Felipe, Praça da Estação, Praça dos Mártires (Passeio Público), Caixa Cultural Fortaleza e a Ponte Metálica/Ponte Velha do Poço da Draga.

Dia 15, às 18h, no Bloco H, sala H3 da Universidade Estadual do Ceará (Uece), o Museu Ferroviário realiza a palestra “Um legado sobre os trilhos: lugares de trabalho ferroviário que escrevem a história de Fortaleza”.

Já o Sobrado Dr. José Lourenço apresenta, no sábado (11), às 8h, a roda de conversa “Entre Marés e Memórias: Andanças pelo Mucuripe nos 300 Anos de Fortaleza”, com Acervo Mucuripe (Diego Di Paula). O ponto de concentração é o Mercado dos Peixes do Mucuripe (Avenida Beira Mar, 3479, Mucuripe – Fortaleza/CE).

Também no sábado (11), às 9h, a KUYA – Centro de Design do Ceará traz o Encontro Inaugural do Rede Oitão – Jornal Comunitário do Moura Brasil. A iniciativa conta com roda de conversa e visita mediada pela exposição “Somos Todos Moura Brasil”.

No Cineteatro São Luiz, o público poderá participar de visitas mediadas gratuitas durante o mês de abril, proporcionando uma experiência de aproximação com a história e a arquitetura do equipamento cultural.

 

Para mergulhar na memória de Fortaleza

Dia 18, às 15h30, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, a oficina Memórias da Cidade: patrimônio cultural e colagem em Fortaleza propõe uma atividade formativa que estimula a criação artística e a reflexão sobre identidade e pertencimento.

Nos dias 8, 15 e 22 de abril de 2026, sempre às quartas-feiras, das 12h30 às 13h30, a Pinacoteca do Ceará realiza a atividade “Pouso do Trabalhador – A arte do Kirigami” e a cidade de Fortaleza, com Franklin Ferreira, no hall do equipamento. A ação tem classificação indicativa livre, conta com acessibilidade em Libras e oferece 15 vagas gratuitas, preenchidas por ordem de chegada.

No dia 16 de abril de 2026, quinta-feira, das 16h às 17h, acontece a visita temática “Fortaleza e periferia: cultura e resistências”, com Ka Araújo, realizada na exposição “Existências paralela – acervo em (des)construção”. A atividade tem classificação indicativa livre, acessibilidade em Libras e disponibiliza 20 vagas gratuitas, com acesso a partir de uma hora antes do início.

Ainda no dia 16 de abril, das 17h às 18h, será realizada a Conversa de Ateliê “Cidade Solar, uma juventude perene”, com Fernanda Meireles, no Ateliê 3. A atividade é gratuita, com classificação indicativa livre, acessibilidade em Libras e 30 vagas, preenchidas por ordem de chegada.

No dia 18 de abril de 2026, sábado, das 15h às 17h, acontece a oficina “Desenhando Fortalezas”, com Amanda Oliveira e Léo Tomaz. A atividade terá saída da Pinacoteca do Ceará em direção à Praça dos Leões e ao Parque da Liberdade, com transporte em micro-ônibus para os participantes. A oficina é gratuita, possui classificação indicativa livre, acessibilidade em Libras e oferece 15 vagas, disponíveis a partir de uma hora antes da atividade.

Encerrando a programação, no dia 25, das 16h às 17h, será apresentada a performance “Rotas”, com Léo Silva, no hall de entrada da Pinacoteca do Ceará. A atividade é gratuita, com classificação indicativa livre, e disponibiliza 50 vagas, preenchidas por ordem de chegada. Em seguida, das 17h às 18h, ocorre a Conversa de Ateliê “Rotas”, também com Léo Silva, no mesmo local, com acesso gratuito por ordem de chegada.

 

FONTE: Secult/CE

Com investimento de mais de R$ 1,1 milhão, o ciclo reúne manifestações culturais do período da Semana Santa em diferentes regiões do estado.

 

Ciclo Ceará da Paixão 2026, realizado pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult Ceará), entra em sua fase de circulação com uma programação intensa que reúne 59 mostras culturais distribuídas nas 10 macrorregiões do Ceará, fortalecendo a presença das tradições populares em diferentes territórios durante o período da Semana Santa.

Com ações que acontecem em 26 municípios, o ciclo promove uma ampla agenda de apresentações e manifestações que mobilizam comunidades, artistas e públicos em torno da fé, da memória e da cultura popular.

Ao longo das mostras, o público poderá acompanhar espetáculos cênicos da Paixão de Cristo, manifestações tradicionais populares, ações de Queimação de Judas e iniciativas ligadas às culturas camponesas, revelando a diversidade de linguagens e práticas culturais presentes no estado.

As atividades acontecem de forma gratuita e aberta ao público, consolidando o ciclo como uma das principais iniciativas de valorização do patrimônio cultural imaterial do Ceará.

Mais do que apresentações, as mostras representam espaços de encontro entre tradição e contemporaneidade, onde saberes são compartilhados, memórias são reafirmadas e identidades culturais ganham visibilidade nos territórios.

Cultura viva nos territórios

Ciclo Ceará da Paixão percorre diferentes regiões do estado levando expressões que fazem parte do calendário cultural de diversas comunidades, como encenações da Paixão de Cristo, procissões penitenciais, caretas, fogaréu, queimação de Judas e outras manifestações transmitidas entre gerações.

Essas práticas carregam forte simbolismo religioso, histórico e social, sendo fundamentais para a construção da identidade cultural cearense.

Impacto e investimento

Na edição de 2026, o ciclo alcança 10 macrorregiões do estado, com investimento total de R$ 1.170.505,00. Ao todo, são 59 projetos apoiados, contemplando diferentes linguagens e expressões da cultura popular, sendo:

● 24 espetáculos cênicos da Paixão de Cristo
● 15 manifestações tradicionais populares
● 10 ações de Queimação de Judas
● 10 iniciativas ligadas à cultura camponesa

Pesquisa, registro e salvaguarda

Além das apresentações culturais, o projeto também envolve ações de pesquisa, acompanhamento de campo e atividades formativas, contribuindo para o registro, a memória e a salvaguarda das manifestações culturais.
Pesquisadores atuam diretamente nos territórios, registrando e analisando as práticas culturais, fortalecendo a construção de políticas públicas mais sensíveis às realidades locais.

Ciclo Ceará da Paixão 2026

Neste ano, a edição será desenvolvida a partir do tema “Entre o silêncio e o canto: a travessia das tradições populares no Ceará da Paixão”, proposta que busca evidenciar a diversidade das manifestações presentes nesse ciclo cultural. As expressões reunidas no projeto revelam diferentes dimensões da cultura popular cearense, combinando práticas ligadas ao recolhimento e à devoção comunitária com manifestações celebrativas e performáticas que integram o calendário cultural de muitos municípios.

Ciclo Ceará da Paixão integra a política de Patrimônio Cultural Imaterial do Ceará, voltada ao reconhecimento, valorização e fortalecimento das manifestações culturais populares que compõem a identidade cultural cearense. O Ciclo reúne expressões culturais que fazem parte da memória e da identidade de diferentes territórios cearenses, como encenações da Paixão de Cristo, procissões penitenciais, caretas, incelências, queimação de Judas e outras manifestações transmitidas entre gerações em comunidades do sertão, da serra, do litoral e da Região Metropolitana de Fortaleza.

Além das apresentações culturais, o projeto também envolve ações de pesquisa, registro, acompanhamento de campo e atividades formativas, contribuindo para ampliar o reconhecimento dessas práticas como parte do patrimônio cultural imaterial do estado.

Realização

Ciclo Ceará da Paixão 2026 é realizado pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult Ceará), com parceria da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Lagoa Redonda (APAMILR) e produção da Conecta Futuro.

Serviço

Mostras Regionais do Ciclo Ceará da Paixão 2026
Data: 1º a 05 de abril de 2026
Programação completa@ciclocearadapaixao | @secultceara
Atividade gratuita

 

 

IMAGEM: A Paixão de Cristo – Itaitinga (Foto: Fabiano)

O 5º Encontro do Sistema Estadual de Cultura (SIEC) teve início nesta quinta-feira (26) em Fortaleza, com ampla adesão, reunindo prefeitos, prefeitas, parlamentares, gestores estaduais e técnicos de secretarias de cultura de 181 municípios. O primeiro dia de atividades foi marcado por importantes debates focados na implementação, efetivação e qualificação dos Sistemas Municipais de Cultura.

A abertura do evento contou com a presença da secretária dos Direitos Humanos do Ceará, Socorro França, dos parlamentares estaduais, Larissa Gaspar e Guilherme Sampaio,  da secretária da Cultural de Jaguaretama, e representante do DiCultura, Bárbara Rodrigues, da representante do Escritório Regional do Minc, Andrea Vasconcelos, do Secretário de Formação, Livro e Leitura do Minc, Fabiano Piúba, além da secretária de Planejamento e Gestão Interna da Secult, Gecíola Fonseca, do secretário Executivo da Secult, Rafael Felismino, e da secretária da Cultura do Ceará, Luisa Cela.

“A cada edição desse encontro, fortalecemos a nossa capacidade de articulação com os municípios cearenses. É um excelente fórum para nos reunirmos, atualizarmos nosso programa e celebrarmos os 60 anos da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, porque nós fizemos questão de celebrar esse marco no dia do Encontro do Sistema Estadual para que todos os municípios pudessem saudar e estar junto dessa aliança. Acreditamos e defendemos que a política pública de Cultura é feita de forma participativa, dialogando com as instituições culturais, com os agentes culturais e com a população”, afirmou Luisa Cela.

Para Raimundo Moreira, vice-presidente do Conselho Estadual de Política Cultural do Ceará (CEPC), o Encontro demarca a relevância da participação social. “É dizer para todos os municípios aqui presentes. Nós teremos uma política cultural consistente e forte, quando de fato, tivermos um conselho participativo e incisivo nas suas relações com os municipios. Queremos instigar todos os Conselhos a se fazerem presentes nessa discussão tão importante que é o papel da sociedade civil”, compartilhou.

Balanço e Perspectivas do PRO-SIEC

Um dos pontos altos do primeiro dia do Encontro foi a apresentação detalhada dos Resultados e Impactos do Programa de Fortalecimento Estadual de Cultura (PRO-SIEC). A secretária da Cultura, Luisa Cela, e o coordenador de Articulação Regional e Participação da Secult, Fábio Santiago, conduziram a explanação. O técnico cultural, Isaac Apolônio, mediou o diálogo sobre os mecanismos para o desenvolvimento cultural local: acesso a recursos, fomento à participação social, estratégias de formação e a promoção da cidadania cultural.

Regulamentação da Comissão Intergestores Bipartite (CIB)

A segunda mesa temática contou com a apresentação da Cartilha e do Regulamento da Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Vitor Studart, assessor jurídico da Secult, foi o responsável por detalhar o documento, visando simplificar o entendimento sobre as atribuições da CIB. O objetivo central foi explicar o processo de escolha que resultará na instituição oficial da primeira CIB do Ceará, um passo fundamental para a gestão compartilhada das políticas culturais no estado.

Escolha da Comissão Intergestores Bipartite (CIB)

O turno da tarde contou com a escolha da Comissão de Intergestores Bipartite (CIB) e com a apresentação por grupos sobre a legislação que envolve as responsabilidades da Comissão. De acordo com a secretária da Cultura, Luisa Cela, esta é a 5a comissão composta no país que, assim como as comissões já existentes em sistemas como o de Saúde, irá compor um fórum permanente de decisões e negociações, com o objetivo de descentralizar, gerenciar e implementar políticas públicas de cultura em todo o estado.

Conheça os integrantes da CIB escolhida durante o 5º Encontro do SIEC:

Titulares: Francisca Mariane – Jaguaribara (Vale do Jaguaribe)

Guilherme Guedes Macedo – Quixelô (Centro-Sul)

 

Suplentes: Davi – General Sampaio (Litoral Oeste e Vale do Curu)

Tarciana Serafim – Catunda (Sertão de Crateús)

 

Titulares: Fernando Roitman – São Benedito (Serra da Ibiapaba)

Leandro Florentino – Acopiara (Centro-Sul)

 

Suplentes: Maria Genytacia Pinheiro – Pedra Branca (Sertão Central)

Margarida Lima de Moura Nascimento – Redenção (Maciço de Baturité)

Luis Neto – Morada Nova (Vale do Jaguaribe)

Tales Walker – Acaraú (Litoral Norte)

 

Titular: Adelaide Maria Braga da Silva Prata – Maranguape (Região Metropolitana)

Suplente: Fábio Pires da Costa – Itapipoca (Vale do Curu)

 

Construção coletiva

Luisa Cela destacou e agradeceu o trabalho dos articuladores e articuladoras da Cultura que atuam no estado. “São nossos braços, nossas pernas, nossos olhos, nossos ouvidos e nosso coração nas regiões do Ceará. Nessa proximidade, tanto com gestores, mas também com os agentes culturais, as instituições, as escolas de cultura, os pontos de cultura, os espaços independentes e os festivais”, observou.

“Queria parabenizar a nossa secretária de Cultura, Luísa Cela, por tudo que tem feito pelo Estado do Ceará, mostrando que a Cultura é muito mais do que a nossa memória, a nossa história, os nossos costumes, nossos saberes, nossas tradições, a Cultura é desenvolvimento, inclusão e transformação. É economia que pulsa e que dá muito retorno”, apontou a Deputada Estadual, Larissa Gaspar.

“Trabalhadores e trabalhadoras da Cultura, acho que esse é o primeiro sentido desse encontro, a consolidação desse objetivo da gestão da política cultural do Estado do Ceará que é o nosso Sistema Estadual de Cultura. Mas é importante lembrar que essa consolidação, ela é fruto de decisões políticas do nosso povo, traduzida em decisões políticas dos governos que se sucederam no Ceará”, afirmou o Deputado Estadual, Guilherme Sampaio.

“Essa constelação de gestores e gestoras de todas as regiões do Ceará, de praticamente todos os municípios, formam um time que estará junto e tem estado junto para fazer com que a cultura do Ceará se fortaleça cada vez mais e seja considerada base para o nosso desenvolvimento. A Cultura é fundamental para o desenvolvimento de um povo, de um País, de um estado e de um município. É base fundamental da democracia”, concluiu Luisa Cela.

A festa do antirracismo no Ceará tem contornos ampliados em 2026. Para celebrar a Data Magna do Estado, em 25 de março, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, promove o show “Ceará Negro”, com as cantoras Adna OliveiraDi Ferreira e Mallu Viturino, às 19h30, no Espaço Rogaciano Leite Filho. A apresentação marca o lançamento da segunda edição ampliada do livro “Ceará Negro e outros temas de África”, do escritor Flávio Paiva (Omni, 2026, 488 p.).

Produzido e dirigido pelo músico Cláudio Mendes, o espetáculo conta com três cantoras afrobrasileiras, de três gerações diferentes, todas com inserção de destaque na cena musical cearense. Para Flávio Paiva essa formação dá o tom exato do sentido do projeto Ceará Negro. “São três cantoras que admiro pela qualidade artística, pela força como mulher e pela sensibilidade humana. Sem contar com a produção do Cláudio Mendes que, além de um parceiro talentoso, é um músico excepcional. Essa convergência gera uma energia musical, poética e cidadã muito calorosa”, ressalta.

Assim como em 2025, quando a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) abriu as portas do Campus da Liberdade, em Redenção, para o lançamento com a apresentação do grupo Vozes D´África, projeto da própria universidade, o lugar do show em 2026 é também simbólico. O espetáculo acontece no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, que no próprio nome homenageia o líder abolicionista cearense Chico da Matilde.

O livro

Na segunda edição ampliada de “Ceará Negro e outros temas de África”, Flávio Paiva demonstra a intensificação do seu interesse por temas do continente africano em 65 artigos, produzidos nos últimos 25 anos, todos comentados por estudantes da Unilab. A capa da edição traz uma nova foto de Yuri Chimanga, também universário da Unilab e autor da foto do primeiro “Ceará Negro”, lançado em 2025. O tema da imagem é o mesmo, um xequerê (abê ou também agbê), instrumento de percussão de origem africana, confeccionado com cabaça seca e envolvido por malha de contas coloridas, muito utilizado na música afrobrasileira.

A movimentação gerada desde o lançamento da primeira edição, desencadeando novos diálogos em distintos lugares da Terra da Luz (criação da lei estadual nº 19.291/2025, que inclui no calendário oficial do Ceará a Semana Alusiva à Data Magna e à Igualdade Racial; nominação de selo educativo do IFCE, debates e lançamentos, entre outras ações), instigou o autor. “Com tamanha cumplicidade de quem acredita que a luta antirracista e pela igualdade racial passa pela propagação de impressões sobre África que sejam desassociadas da imagem estereotipada construída sobre o continente por colonizadores e neocolonizadores, senti-me impelido a fazer esta segunda edição ampliada”, explica.

Esse conceito de liga cultural é destacado pelo historiador Rosenverck Estrela Santos, professor da Licenciatura e do Programa de Pós-Graduação em Estudos Africanos e Afro-brasileiros, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Autor do prefácio à segunda edição, ele afirma que o “Ceará Negro e outros temas de África” é, sobretudo, “um livro sobre conexões”: “África, Brasil e Ceará aparecem como territórios historicamente ligados por rotas, corpos, culturas, resistências e criações”.

No prefácio à primeira edição, o reitor da Unilab, Roque Albuquerque, realça que “Mais do que brindar leitoras e leitores com perspectivas dirigidas ao potencial africano entre as sociedades mundiais, o autor propõe uma reavaliação crítica das narrativas dominantes, destacando a necessidade de se reconhecer e valorizar cada vez mais as contribuições dos afrodescendentes no Ceará e no Brasil como um todo”.

Já o posfácio tem assinatura da professora Adriana Guimarães, diretora-geral do Campus Fortaleza do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará (IFCE). No texto, ela chama atenção para a ideia de “Festa na Terra da Luz”, reforçando a proposta da música-tema “Ceará Negro” e a defesa do autor: “Flávio Paiva propõe um resgate do sentido da expressão ‘Terra da Luz’, cunhada pelo abolicionista José do Patrocínio (1854–1905) em decorrência da pioneira libertação, quando esse conceito tão potente e belo está reduzido à publicidade de venda de praias ensolaradas”.

A segunda edição do livro “Ceará Negro e outros temas de África” será a primeira obra do Selo Editorial e Audiovisual SACI (Articulação, Inovação, Cultura e Integração), iniciativa do IFCE Fortaleza, que será lançado em 2026.

A música-tema

Como é comum na obra de Flávio Paiva, “Ceará Negro e outros temas de África” também combina literatura e música. Para esta nova edição, a conexão dialógica com o continente africano proposta no livro ganha novo reforço com a gravação da música-tema “Ceará Negro” (Paulo Lepetit / Flávio Paiva) pela cantora Fattú Djakité, da Guiné-Bissau.

Com a potente e dançante interpretação de Fattú, a nova versão da música já está disponibilizada no Spotify e demais plataformas de streaming de música. E tem novidade na letra: a cantora deu um toque especial à composição com a tradução para o crioulo da seguinte estrofe:

E se chover (Si tchuba bem)
Deixa a chuva molhar (Dexa tchuba modja)
E se ventar (Si bentu bem)
Deixa o cabelo assanhar (Dexa kabelo spadja).

Com este livro e com a música-tema estou compartilhando um pouco do meu processo de descobertas do mundo africano, na expectativa de que isso contribua para outras pessoas se interessarem em ter mais contato, mais proximidade com a realidade e as causas africanas, como eu tenho tido”, afirma o autor. “Faço essa busca sem métodos e sem obrigações, inspirada na vontade de querer saber mais a respeito desse conjunto de territórios e povos responsáveis por parte significativa do que somos, enquanto brasileiros, e na crença que me move no sentido de valorizar a negritude e promover a igualdade racial”, completa.

Serviço

Show de lançamento da segunda edição ampliada do livro “Ceará Negro e outros temas de África”, do escritor Flávio Paiva
Com as cantoras Adna Oliveira, Di Ferreira e Mallu Viturino
Data: 25 de março de 2025
Hora: 19h30
Local: Espaço Rogaciano Leite Filho do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
(R. Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema, Fortaleza – CE)
Gratuito
Classificação Livre
Valor do livro “Ceará Negro”: R$ 80

As cantoras

Adna Oliveira, 69 anos, é carioca e mora em Cruz (CE).
Cantora, compositora e atriz com mais de 40 anos de trajetória. Idealizadora dos shows “Gaia” e “Mulher de 60”. Entre 2023 e 2024, circulou com a turnê nacional do musical “CAETANAS”. Já sexagenária, abraçou o universo do audiovisual ao atuar em projetos de cinema e televisão. Entre seus últimos trabalhos, destaca-se o longa “O Melhor Amigo” (2025), dirigido por Allan Deberton, e o single de sua autoria “Luar do Preá”.

Di Ferreira, 37 anos, é capixaba e mora em Fortaleza.
Iniciou o ofício musical em 2009, aos 20 anos, tendo integrado projetos como a banda theDillas, Las Tropicanas (ao lado de Lorena Nunes e Maria Antonia), Beat N´Jazz (junto a Cláudio Mendes), e também os shows coletivos como “Falando da Vida”, ”Cearás do Amanhã” e “Filhes de Ninguém”. No campo do audiovisual, atuou em sete projetos entre curtas, longas e séries.

Mallu Viturino, 23 anos, é fortalezense e mora na Sabiaguaba.
Artista independente, que compõe, canta e toca o indivíduo no coletivo, as amizades, os quereres, os impulsos e motivações do corpo, da pele, da voz, do lugar onde mora, por onde anda e a proteção dos antepassados. Ativista das questões negritude, representa a nova geração que conecta música e engajamento social.

A Banda Ceará Negro

Cláudio Mendes
Músico e produtor musical com quase 25 anos de atuação na cena nacional e internacional. Tocou, produziu e dirigiu nomes como Ednardo, Di Melo, Mano Chao, Rodger Rogério, Fausto Nilo e com mais toda uma geração da nova música cearense. Atua também como arte educador promovendo Ateliês de Criação onde já criou e lançou coletivamente mais 30 músicas envolvendo quase 500 artistas no Ceará inteiro.

Aldy Frota
Aldiana Frota Santos, natural de Itapipoca (CE), 29 anos, mulher cis, lésbica, periférica e umbandista, Tambozeira (Curimbeira) da C.E.U Santa Bárbara Guerreira de Itapipoca, percussionista do Grupo Tambores Afro Baião e do Coletivo Luminô. Atriz, palhaça e educadora social.

Naiara Lopes
Naiara Lopes, musicista, compositora, começou a tocar profissionalmente em 2007 e desde então vem trabalhando em projetos freelancers e com artistas independentes de Fortalezas, alguns nomes como Mona Gadelha, Luiza Nobel, Zéis, Jord Guedes e Mulher Barbada, dentre outros. É uma das idealizadoras do grupo/coletivo de músicas As Ritas CE. É também técnica de palco e operadora de som em shows e gravações.

Samuel Vidal
Saxofonista fortalezense. Iniciou sua carreira profissional em 2015, acumulando experiência em apresentações solo e shows com bandas, DJs e artistas reconhecidos. Já se apresentou ao lado de nomes como Camaleoa, Kátia Cilene, Juliana Barreto e Gustavo Serpa, além de colaborar com grupos como Banda Acaiaca e Superbanda. Recentemente gravou duas faixas no novo trabalho da banda Selvagens à Procura de Lei e realizou turnê nacional com o artista Xand Avião, consolidando-se como um músico requisitado em eventos e na cena musical brasileira.

Netinho de Sá
Músico, baixista, técnico de áudio e produtor musical, com mais de vinte e sete anos de carreira. Natural de Fortaleza, iniciou sua trajetória profissional aos doze anos, sendo a terceira geração de baixistas da família. É também produtor e diretor musical do estúdio Ararena em Fortaleza.

Letra da música-tema

CEARÁ NEGRO
(Paulo Lepetit / Flávio Paiva)

O dia chegou
E eu vim feliz te encontrar
É o dia da festa de luta
Do antirracismo no Ceará

Festa da negritude
Atitude da cor
Do corpo de som
Negro de amor

E se chover
Deixa a chuva molhar
E se ventar
Deixa o cabelo assanhar

Si tchuba bem
Dexa tchuba modja
Si bentu bem
Dexa kabelo spadja

É festa
É festa
É festa
Na Terra da Luz!

Fonte: SECULT-CE

De 13 a 15 de março, o Sistema Fecomércio, por meio do Serviço Social do Comércio (Sesc), realiza a 4ª edição do Encontro Sesc Povos do Mar  Circuito Icapuí, reunindo pescadores (as), jangadeiros, marisqueiras, barqueiros, Povos Indígenas, Quilombolas, Ciganos, artesãos (ãs), brincantes e ambientalistas que desenvolvem uma programação socioeducativa e sociocultural totalmente gratuita, que traduz saberes e fazeres, valorizando identidades e modos de vida das comunidades litorâneas do Ceará.

Participam desta edição do Povos do Mar representantes de 28 municípios: Icapuí, Aquiraz, Aracati, Assaré, Altaneira, Barroquinha, Beberibe, Cascavel, Caucaia, Cruz, Fortaleza, Fortim, Paraipaba, Paracuru, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, Maracanaú, Maranguape, Pedra Branca, Pindoretama, Piquet Carneiro, Porteiras, Quixadá, Quiterianópolis, São Gonçalo do Amarante, Santana do Cariri, Trairi e Tarrafas.

 

Veja a programação abaixo.

 

13 DE MARÇO – SEXTA-FEIRA

A programação, que será composta por rodas de saberes, trilhas, vivências, oficinas, apresentações socioculturais e práticas alimentares tradicionais, inicia dia 13 de março, com visita guiada à Casa de Cultura Cores da Vida. A partir das 15h30, na Praça Adauto Róseo teremos a Feira de Artesanias “Onde há rede há renda”, o espaço da cultura alimentar “Dicumê”, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) e participação do Programa Sesc Mesa Brasil, além de diversas apresentações socioculturais, incluindo Cortejo de Papangus, Maracatu, Caretas e Brincantes de Icapuí Finalizaremos a programação de sexta-feira com um grande show do Movimento Reggae de Redonda.

 

14 DE MARÇO – SÁBADO

No sábado, 14 de março, a programação terá oficinas criativas, rodas de saberes, vivências, socialização de práticas alimentares e apresentações de grupos tradicionais, que serão realizados em diversos espaços como a Casa de Cultura Cores da Vida, Mercado Público, Centro Cultural de Quitérias, Praça Adauto Róseo. Contaremos ainda com atividades de troca de experiências e imersões nas comunidades, com diversas trilhas e vivências em Ponta Grossa, Requenguela, Barrinha, Córrego do Sal e realizaremos na Praia da Redonda, em parceria com a Paróquia da Capela Santa Luzia, programação com oficinas, vivências, apresentações socioculturais, socialização de práticas alimentares e feira de artesanias. Às 19h, teremos a realização do Desfile Senac  Artesanias e Vestimentas Tradicionais e às 22h30 um grande show com a Banda Painel de Controle.

15 DE MARÇO – DOMINGO

Domingo, dia 15 de março, a partir das 8h, prosseguimos com rodas de conversa na Casa de Cultura Cores da Vida, vivência em Ponta Grossa, Requenguela e Barrinha e finalizaremos às 11h30 com Torém/Toré dos Povos Indígenas participantes do Povos do Mar  Circuito Icapuí 2026.

 

Venha para Icapuí, participe das atividades, compartilhe experiências e faça parte dessa história!

 

Texto: Reprodução – Povos do Mar

Confira a programação completa no link abaixo

Casa de Saberes Cego Aderaldo realiza, neste mês de março, o III Arte Feminina, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. O evento é uma programação especial voltada ao protagonismo feminino nas artes e nos saberes tradicionais. As ações reforçam o compromisso do equipamento com a valorização das mulheres do Ceará, promovendo vivências, oficinas e apresentações culturais gratuitas e acessíveis ao público.

Abrindo a programação, no dia 04 de março de 2026, das 14h às 18h, acontece a vivência “A Arte do Labirinto”, conduzida por Mestra Dona Bia, referência do bordado labirinto de Aracati/CE. A atividade será realizada na varanda da Casa de Saberes Cego Aderaldo, com classificação indicativa livre e inscrição prévia por meio de link disponível na bio oficial do equipamento.

No dia 05 de março, das 8h às 12h, a Casa recebe a oficina “Cordel de Mulher”, ministrada por Julie Oliveira. A proposta é estimular a escrita e a expressão poética feminina a partir da tradição do cordel, fortalecendo vozes e narrativas das mulheres. A atividade é gratuita e aberta ao público, com classificação livre.

No dia 08 de março, às 16h, será realizada a apresentação cultural com Mestra Ana da Rabeca e o grupo Mulheres da Tradição, dentro da ação Conselheiro Vivo 2026. O momento acontece no Teatro da Praça Céu das Artes Argemiro da Silva Coutinho, em parceria com a Casa de Antônio Conselheiro. A atividade é gratuita, com classificação indicativa livre e contará com acessibilidade em Libras.

A agenda segue no dia 12 de março, às 17h, com o espetáculo porElas, protagonizado por Cecília LauritzenLia Vieira e Sâmia Ramare, na varanda da Casa de Saberes Cego Aderaldo. Na mesma noite, às 19h, será realizada a abertura da exposição “Relatos por Trás dos Tijolos”, de Rochelle Silveira, no auditório do equipamento. No dia 13 de março, o espetáculo porElas ganha nova apresentação, às 17h, na Casa da Mulher Cearense, ampliando o alcance da ação.

Encerrando a programação do mês, no dia 20 de março, o público poderá conferir duas ações, às 18h, no auditório da Casa de Saberes Cego Aderaldo, acontece a exibição audiovisual de “Alma Negra – Poder e Poesia”, de Fernanda Paixão; e às 19h, na varanda do equipamento, será a abertura da exposição “Colorida Resistência”, de Tais Ferreira.

Essa é uma realização do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, via Casa de Saberes Cego Aderaldo — espaço que integra a Rede Pública de Equipamentos Culturais (Rece) do Governo do Ceará, vinculada à Secult, e é gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM). Tem parceria com a Casa de Antônio Conselheiro — espaço que também integra a Rece e é gerido em parceria com o IDM — e com o Banco do Nordeste Cultural. A programação reafirma o equipamento, como espaço de encontro, memória e fortalecimento das mulheres, celebrando o 8 de março com arte, tradição e resistência cultural.

Serviço

04 de março de 2026

14h às 18h – Vivência: “A Arte do Labirinto” com Mestra Dona Bia, Labirinto, de Aracati/CE
link da inscrição – https://forms.gle/VAsh7vegB7Bweny28
Local: Varanda da Casa de Saberes Cego Aderaldo
Classificação Indicativa: Livre

05 de março de 2026

08h às 12h – Oficina “Cordel de Mulher” com Julie Oliveira
05 de março de 2026
Local: Casa de Saberes Cego Aderaldo
Classificação Indicativa: Livre
Gratuito

08 de março de 2026

16h – Apresentação cultural com Mestra Ana da Rabeca e grupo Mulheres da Tradição – Conselheiro Vivo 2026
Ação em parceria com a Casa de Antônio Conselheiro
Local: Teatro da Praça Céu das Artes Argemiro da Silva Coutinho – Quixeramobim
Classificação Indicativa: Livre
Gratuito
Acessibilidade em Libras

12 de março de 2026

17h – Espetáculo: porElas com Cecília Lauritzen, Lia Vieira e Sâmia Ramare
Local: Varanda da Casa de Saberes Cego Aderaldo (Rua Pascoal Crispino, 167 – Centro, Quixadá)
Entrada Gratuita
Classificação indicativa: Livre

19h – Abertura da exposição: “Relatos por Trás do Tijolos” de Rochelle Silveira
Local: Auditório da Casa de Saberes Cego Aderaldo (Rua Pascoal Crispino, 167 – Centro, Quixadá)
Entrada Gratuita
Classificação indicativa: Livre

13 de março de 2026

17h – Espetáculo: porElas com Cecília Lauritzen, Lia Vieira e Sâmia Ramare
Local: Casa de Mulher Cearense R. Luiz Barbosa da Silva – Planalto Renascer, Quixadá)
Entrada Gratuita
Classificação indicativa: Livre

19 de março de 2026

18h – “Alma Negra – Poder- e Poesia” de Fernanda Paixão
Local: Auditório da Casa de Saberes Cego Aderaldo (Rua Pascoal Crispino, 167 – Centro, Quixadá)
Entrada Gratuita
Classificação indicativa: Livre

19h – Abertura da Exposição “Colorida Resistência” de Tais Ferreira
Local: Auditório da Casa de Saberes Cego Aderaldo (Rua Pascoal Crispino, 167 – Centro, Quixadá)
Entrada Gratuita
Classificação indicativa: Livre

 

FONTE | SECULT – Secretaria de Cultura do Estado do Ceará

Casa de Antônio Conselheiro realiza, no próximo domingo (22), às 16h, a abertura da exposição “Práticas de Não Conformidade”. A mostra dá continuidade a uma pesquisa curatorial iniciada em 2022 e reúne trabalhos de sete artistas do interior do Ceará, propondo um diálogo entre produções que tensionam normas historicamente consolidadas em torno de gênero, sexualidade e representação. A partir de um recorte geográfico específico, a exposição evidencia a pluralidade de práticas artísticas desenvolvidas fora dos grandes centros urbanos, ampliando as formas de perceber e narrar o interior do estado.

“Práticas de Não Conformidade” coloca em evidência poéticas que operam por outras lógicas, abrindo espaço para experiências estéticas, políticas e afetivas que atravessam os territórios de origem dessas pessoas artistas. A proposta destaca o interior do Ceará como espaço ativo de criação e reflexão, contrapondo leituras homogeneizantes frequentemente associadas a essas regiões.

Para o gestor executivo da Casa, Pedro Igor Pimentel, a realização da mostra reforça o posicionamento institucional do equipamento: “Realizar a exposição ‘Práticas de Não Conformidade’ na Casa de Antônio Conselheiro é reafirmar nosso compromisso intransigente com a diversidade e com os direitos humanos. Ao reunir artistas LGBTQIAPN+ do Sertão Central, a partir de uma chamada pública, a exposição desloca olhares e afirma o sertão como território de invenção estética e política. Com o apoio do Instituto Dragão do Mar e da Secretaria da Cultura do Ceará, fortalecemos uma rede que compreende a cultura como espaço de transformação e justiça social e renovamos a movimentação corajosa e permanente neste lugar de resistência cultural.

Os curadores Eduardo Bruno e Waldirio Castro destacam a dimensão territorial e conceitual da proposta: “A importância se dá na criação de outros imaginários no que diz respeito à produção artística contemporânea nos territórios do interior. Quando escolhemos como recorte artistas LGBTQIAPN+ que investigam poéticas em/com/na arte contemporânea, apresentamos um outro recorte, no qual os clichês esperados de uma produção dita como ‘regional’ ou do ‘interior’ ganham amplitude para serem lidos como produção nacional.”

Nesta exposição, as narrativas desses/as artistas ocupam o centro, compartilhando seus modos de ser, estar e se relacionar no mundo. O território e a corporalidade são reconhecidos como dimensões constitutivas dessas poéticas, mas não como limites que as determinem. Os eixos conceituais partem da ideia de não conformidade, ou seja, de uma produção poética que não se contenta em ser colocada em ‘caixinhas’, como, por exemplo, ‘artistas LGBTQIAPN+’, ‘artistas do interior’, ‘arte regional’, entre outras categorias ditadas pelo sistema da arte.

Ao reunir diferentes trajetórias e linguagens, a exposição estabelece um campo de encontro entre arte, território e modos de existência, convidando o público a refletir sobre representações, deslocamentos e formas coletivas de imaginar o presente. A mostra integra a programação expositiva da Casa de Antônio Conselheiro e permanece em cartaz por tempo prolongado, reafirmando o compromisso do equipamento com a difusão de pesquisas artísticas contemporâneas e com o fortalecimento da produção cultural no Ceará.

Casa de Antônio Conselheiro é um espaço que integra a Rede Pública de Equipamentos Culturais (Rece) do Governo do Ceará, vinculada à Secretaria da Cultura (Secult) e gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM).

SERVIÇO

Abertura: 22 de fevereiro (domingo)
Horário: 16h
Local: Casa de Antônio Conselheiro
Endereço: Rua Cônego Aureliano Mota, 210 – Centro, Quixeramobim
Entrada gratuita