
No dia 11 de setembro de 2001, o mundo parou diante da televisão. As imagens das torres do World Trade Center, em Nova York, atingidas por aviões, repetiam-se sem cessar. Rádios e televisões interrompiam suas programações. Nas ruas, nas repartições e nas casas, não se falava em outra coisa. Havia medo, espanto e uma sensação de que ninguém sabia exatamente o que ainda poderia acontecer.
Em Várzea Alegre, no Ceará, a notícia também corria de boca em boca. Na rua principal da cidade, quase em frente à Igreja Matriz, funcionava uma conhecida loja de calçados chamada Mart Center. No meio daquela confusão de notícias vindas dos Estados Unidos, a mãe de um motorista do serviço público ouviu falar repetidas vezes no tal “World Trade Center”. Não dominava muito bem aqueles nomes estrangeiros, mas entendeu o essencial ou, pelo menos, imaginou que tivesse entendido.
Muito preocupada, pegou o telefone e ligou para o filho:
– Meu filho, pelo amor de Deus, não vá hoje para aquelas bandas do Mart Center!
– Por que, mãe?
– Você não está vendo as notícias, não? Estão destruindo todos os Mart Center do mundo!
Para aquela mãe aflita, pouco importava se em Nova York se chamava World Trade Center e, em Várzea Alegre, Mart Center.





